Nina olhou de lado e viu que era uma ligação da residência da família Ferreira.
Ela passou o celular para Oliver, que atendeu, e a voz do guarda-costas ecoou.
— Senhor, o General quer que o senhor vá para casa agora.
Oliver franziu a testa.
— Agora? Que urgência é essa?
O tom do guarda-costas não mudou:
— Não sei informar.
As sobrancelhas de Oliver continuaram franzidas.
— Entendido.
Assim que ele desligou, Nina o alertou:
— Tem um ponto de ônibus ali na frente. Me deixe lá.
Oliver sentiu-se envergonhado, mas já que o avô o chamara com urgência, devia ser algo importante e ele não tinha escolha a não ser ir.
O carro parou e ele instruiu Nina:
— Me avise quando chegar em casa.
— Pode deixar. Dirija com cuidado.
Nina acenou e sentou-se no banco do ponto de ônibus. A brisa noturna estava fria e ela ajeitou o casaco.
Mas o ônibus não veio; em vez disso, um carro de luxo parou diante dela.
A janela desceu, revelando o rosto amigável do Sr. Chagas.
Sr. Chagas disse:
— Srta. Nina, esperando o ônibus?
Nina sorriu e concordou com a cabeça.
— Sim.
O Sr. Chagas olhou pelo espelho retrovisor, cruzou o olhar com o homem no interior do carro e coçou a cabeça:
— Mas, a esta hora, os ônibus já pararam de circular.
O rosto de Nina quase desmoronou. Ela olhou para o quadro de horários e, de fato, o último ônibus já havia passado.
Ela sentiu-se irritada consigo mesma por ter sido tão descuidada.
O Sr. Chagas estava apenas esperando por esse momento e logo fez o convite cordial:

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