Nina alisou a saia. — É melhor o Diretor Fontes cumprir o que promete.
Na última vez, ele dissera exatamente a mesma coisa.
Uma risada irônica soou logo acima dela.
— Quem você acha que é? Eu estava apenas com pena de você.
Ele baixou os olhos e deu um sorriso de desdém. — Exatamente, pena. Mas, pelo visto, você não precisa da minha pena.
Ao ouvir isso, a expressão de Nina congelou.
Seus olhos, inutilmente, começaram a se encher de lágrimas.
Pena?
Hah, ela não precisava de algo assim.
Sem dizer mais nada, ela virou-se e foi embora.
Observando a figura de Nina sumir no fim do corredor, Francisco apertou os punhos e deu um soco violento na parede.
As articulações de sua mão sangraram imediatamente.
No entanto, ele não sentiu nenhuma dor.
O celular em seu bolso vibrou, e ele o atendeu com a mão esquerda.
Samuel: — Francisco, encontrei a fraqueza do Luiz Cardoso.
Francisco franziu o cenho. — Que fraqueza?
Samuel: — Os empregados da mansão Mendes disseram que Luiz Cardoso costuma ser calado e interage muito pouco com os outros. Sobre algum possível parentesco dele com alguém da mansão, os empregados não sabem dizer. Mas alguém mencionou que o Luiz Cardoso gosta de jogar, principalmente em cassinos online.
Samuel deu uma risadinha: — Ser viciado em jogo é a fraqueza dele. Se encontrarmos um jeito de trazê-lo do jogo online para o presencial e o fizermos cair nas nossas mãos, ele vai acabar falando.
Francisco emitiu um murmúrio de concordância, sem dizer muito mais.
Comparado ao entusiasmo de Samuel, ele parecia anormalmente calmo.
— Francisco, o que foi? Você não está feliz? — Samuel rapidamente notou que algo estava errado.
Afinal, rastrear o paradeiro do traficante sempre fora a maior prioridade de Francisco.
Agora que o sucesso estava a um passo de distância, por que Francisco não mostrava a alegria que ele imaginara?
O tom de Francisco era monótono: — Não é nada. Obrigado, Samuel.

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