— Não tem "e se"! — Gustavo cerrou os dentes e deu a partida no carro logo em seguida.
O veículo arrancou como uma flecha disparada do arco.
Com a inércia, o corpo de Nina foi lançado para a frente, mas o cinto de segurança a puxou de volta contra o banco.
A loucura de Gustavo pegou Nina de surpresa.
Pelo visto, sempre que o assunto envolvia Verônica, ele perdia totalmente o controle.
Esse nível de preocupação gravado nos ossos nunca havia sido direcionado a ela.
Como um peixe na tábua de cortar carne, Nina estava presa no carro dele. Para se proteger, decidiu ficar em silêncio.
De qualquer forma, Gustavo provavelmente estava apenas falando da boca para fora. Ele não a levaria de verdade até o Residencial Estrela, pois seria uma perda de tempo gigantesca ir e voltar.
No máximo, ele a deixaria no próximo cruzamento.
Nina encostou no banco e olhou pela janela. O cruzamento chegou rápido. Ela se curvou para pegar a bolsa e virou-se para soltar o cinto de segurança.
— O que você está fazendo? — Gustavo franziu a testa. — Não se mexa.
Nina: — Pode me deixar no cruzamento ali na frente. A esquerda vai para o Residencial Estrela, a direita para o hospital.
A gentileza e compreensão dela fizeram o peito de Gustavo apertar sufocantemente.
Ao mesmo tempo, ele sentiu que Nina o estava afastando cada vez mais.
— Quem disse que você vai para o Residencial Estrela?
Nina paralisou. Como assim?
Ele sabia que ela havia se mudado para o apartamento?
Então ele também sabia que...
As costas de Nina ficaram tensas. Em apenas dois segundos, suas palmas começaram a suar.
Foi quando ela ouviu Gustavo dizer:
— Você vai comigo para o hospital.
Nina: ???

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