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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 144

Com um gesto firme, Gustavo ajudou Verônica a se sentar no banco do lado de fora da sala de emergência e, num movimento ágil, virou as costas e entrou no consultório do médico.

Verônica limpou as lágrimas de frustração, mas ao notar quem havia se sentado ao seu lado, sua raiva só aumentou.

— Por que você ainda não foi embora? Você não é bem-vinda aqui!

Nina olhava para a porta branca e fechada à sua frente, imersa em pensamentos confusos.

Ela perguntou devagar: — Qual é a doença do Léo? Eu acabei de ouvir o médico falar sobre encontrar um doador. É problema nos rins?

Antes de ouvir a explicação do médico, Nina achava que Léo tinha apenas a imunidade baixa, como um resfriado ou febre comuns, e que Verônica, mestra em fazer tempestade em copo d'água, usava isso para forçar Gustavo a dar mais atenção a eles.

Ela nunca imaginou que o menino estivesse doente de verdade.

Com a idade que ele tinha, provavelmente era uma doença renal congênita.

Nina sentiu um peso no coração. Quando sua mãe faleceu no acidente de carro, ela ficou de guarda do lado de fora da enfermaria, sem comer nem beber, desejando até mesmo partir com ela.

A separação definitiva entre entes queridos era a coisa mais cruel do mundo.

Por isso, naquele momento, ela conseguiu sentir muita empatia por Verônica.

Mas, ao ouvir a pergunta repentina, Verônica desviou o olhar, culpada.

Ela a observou por um instante e, ao notar que Nina não estava desconfiando, mas sim demonstrando pura preocupação pela saúde de Léo, soltou um suspiro de alívio.

Ao mesmo tempo, cruzou os braços e revidou com um tom extremamente hostil.

— Não preciso da sua preocupação falsa. O Léo te odeia mais do que tudo. Se ele acordar, te ver e o quadro dele piorar, você vai assumir a responsabilidade?!

Nina olhou para ela em silêncio.

Ela tinha bom coração, mas não era nenhuma santa. Tinha imbecil que não merecia sua pena de jeito nenhum.

Nina se levantou e caminhou em direção aos elevadores.

De repente, Verônica a perseguiu feito um cão raivoso.

— Nina, você sabe por que o Gustavo falou sobre ter filhos com você antes?

Os passos de Nina travaram. Verônica sabia até disso?

Um assunto tão íntimo... se não tivesse sido o próprio Gustavo a contar, ninguém saberia. Nem a velha matriarca da mansão Mendes estava a par de que eles haviam tentado engravidar.

Seu coração já estava completamente anestesiado, então Nina não se importava em levar mais algumas facadas.

Ela realmente estava curiosa para saber o motivo.

Verônica deu uma gargalhada alta, sussurrando no ouvido dela como um demônio: — Você por acaso achou que o Gustavo já tinha gostado de você? Hahaha, você se acha demais. Além de mim, ele nunca teve mais ninguém no coração. Ele querer um filho com você era só uma aposta nas probabilidades. Se desse certo, um dos rins da sua criança seria para o meu filho. Hahaha. Olha só para você, Nina, que patética. Não só você é a minha substituta, como até a sua cria estava destinada a ser a bolsa de sangue do Léo.

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