E, após dizer isso, acrescentou de forma solícita: — A senhorita tem o telefone do Diretor Fontes, certo?
Nina apertou os lábios.
Ela tinha, mas não queria ligar para ele.
No café no andar térreo do prédio.
Nina segurava o celular como se fosse uma batata quente.
Na tela ainda acesa, estava a mensagem que ela havia enviado a Francisco há dez minutos.
— Por favor, seria um bom momento agora?
Dez minutos se passaram e ainda não havia resposta do outro lado.
A tolerância de Nina chegou ao fim. Sem se importar mais se era um bom momento ou não, ela ligou diretamente.
O telefone tocou por não se sabe quanto tempo. Quando Nina estava quase desligando, uma voz arrastada soou do outro lado.
— Alô? Quem fala?
Nina ficou paralisada por um instante. Ele não tinha salvado o número dela?
— Fale.
A voz opressora do homem atravessou a linha do celular.
— Sou eu. — Nina respondeu, engolindo em seco.
— Ah. E quem é você?
Nina: ...
Ela ficou tão envergonhada que queria cavar um buraco no chão: — Sou Nina Almeida, da AF Inovações.
A outra pessoa ficou em silêncio, mas não desligou, claramente esperando que ela continuasse.
— Eu gostaria de perguntar, quando o contrato do projeto de IA será assinado? A reunião de alinhamento de demandas já terminou, o próximo passo é o desenvolvimento, mas o contrato ainda não foi assinado...
O telefone ficou mudo do outro lado.
Depois de um bom tempo, Nina pareceu ouvir o homem dar uma risada, um som tão leve e baixo que ela até duvidou se tinha escutado direito.
Francisco disse: — Então você me procurou apenas para perguntar sobre o andamento da assinatura?
Nina ficou sem palavras por um momento.
E ouviu o homem dizer novamente: — E além disso?

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