O homem no banco de trás baixou os olhos e tirou uma placa de jade do peito.
A placa de jade era toda verde-esmeralda, e um olhar de quem tivesse um pouco de conhecimento revelaria que sua qualidade era mediana, algo que de fato não condizia com o status de um figurão de A Capital.
Mas os cantos da placa de jade estavam polidos e brilhantes, provando que o dono costumava pegá-la para examinar com frequência ao longo dos anos.
Nina não queria voltar para casa cedo e ter que lidar com Verônica e seu filho, então procurou uma cafeteria, pediu um café e começou a pesquisar. Havia muito tempo que não elaborava uma proposta de licitação, e precisava de um tempo para voltar ao ritmo.
E assim ficou ocupada até o final da tarde, quando Júlia Farias ligou: — O que você está aprontando? Vem logo, vou pagar um banquete pra você!
Nina sorriu e enviou a sua localização.
Júlia chegou dirigindo a todo o vapor, agarrou Nina pela cintura fina e a levou ao restaurante na cobertura do prédio.
— Isso é maravilhoso, finalmente vou poder ver você brilhando no campo de IA novamente!
Depois de ouvir a história de Nina, Júlia a abraçou empolgada.
Nina não estava tão otimista quanto ela.
— Já estou fora do mercado há três anos, não tenho muita confiança em voltar a brilhar nessa indústria. Como você sabe, a inteligência artificial tem se desenvolvido de maneira extremamente rápida. Praticamente muda a cada ano.
Júlia parecia uma fã fanática: — E daí? O seu talento na área de IA não é conversa fiada; quando você estava na faculdade, todos os professores queriam que você fosse aluna deles, mas você só pensava em ganhar dinheiro e recusou. Mais tarde, participou de competições internacionais e ganhou prêmios como se não fosse nada. Nesses três anos, você parou de trabalhar, mas nunca deixou de estudar; suas habilidades atuais só devem estar ainda melhores do que antes.
O coração de Nina aqueceu. Em um momento assim, ter alguém encorajando ao pé do ouvido era realmente importante.
— Ah, eu estou livre neste sábado, vou te convidar para o cinema para relaxarmos. — A massa chegou, e Júlia, enquanto enrolava o espaguete, planejava com Nina o que assistiriam no sábado.
No entanto, Nina balançou a cabeça de leve: — Desculpe, mas no sábado preciso ir ao interior. É aniversário de morte da minha mãe.
Júlia deu um tapa na própria testa, sentindo-se bastante culpada: — Que droga, eu quase me esqueci do aniversário de falecimento da sua mãe. Eu te levo de carro no sábado.
— Está bem, obrigada, Júlia. — Nina não era boa em expressar seus sentimentos, mas estava extremamente grata por ter uma amiga como ela.
Júlia acenou com a mão de forma magnânima: — Com a nossa relação, dizer obrigada é muita formalidade.
Após o jantar, Júlia levou Nina de carro até a mansão. Ela nem havia chegado à porta quando já pôde escutar o falatório animado lá dentro.
— Gustavo, será que esta roupa cai bem em mim? Não fica muito sério ou executivo?

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