Embora Verônica Barros disfarçasse bem, seu olhar ainda deixava escapar um lampejo de triunfo.
Nina a encarou firmemente e perguntou em voz baixa: — Por quê? Eu e o Gustavo já nos divorciamos, por que você ainda continua me atacando?
Nina realmente não entendia. Se antes havia atritos entre as duas, era porque ela ocupava o posto de senhora Mendes.
Mas agora que elas estavam divorciadas, por que Verônica ainda a mirava?
Um sorriso se desenhou nos lábios de Verônica; um sorriso puro e ingênuo: — Desculpe, não entendo do que você está falando. Eu nunca te ataquei.
Assim que terminou de falar, a janela de vidro escuro subiu.
Sem a transparência para revelar, o sorriso no rosto de Verônica desapareceu no mesmo instante.
Por quê?
A vadia rouba o coração do Gustavo e ainda vem me perguntar por quê, cheia de falsidade?
Que nojo dessa cínica!
A conversa entre Nina e Verônica não passou despercebida aos ouvidos atentos de Júlia.
— Foi essa Falsa da Verônica! Certeza! — Júlia, espumando de raiva, socou o volante, disparando uma buzinada ensurdecedora.
Ela ergueu as sobrancelhas e deu um risinho frio: — Aquela Falsa não vai comemorar por muito tempo. Criança é muito medrosa, em duas palavras o pirralho entrega quem mandou.
Mas os fatos não saíram conforme ela imaginava.
Na sala de interrogatório, o policial perguntou a Vitor Almeida: — Por que você publicou boatos sobre a sua própria irmã na internet?
Vitor murmurou: — Ela não é minha irmã de verdade.
— O quê?
— N-nada. Foi só porque ela destruiu a nossa casa!
O policial ficou surpreso e imediatamente perguntou a Nina: — Isso é verdade?
Nina assentiu: — Sim. Foi porque a minha madrasta me ameaçou, dizendo que ia arruinar minha reputação para que eu não pudesse mais trabalhar na empresa.
Em poucas palavras, os policiais entenderam a difícil situação familiar de Nina.
E trocaram olhares cheios de simpatia por ela.

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