— Que tipo de mal-entendido poderia ser? Você anda assistindo a muito dorama.
Oliver encolheu os ombros.
— Então deve ser impressão minha.
Eles conversavam enquanto caminhavam rumo ao prédio do Grupo Horizonte.
— Yeda? Yeda?
Depois de chamar várias vezes, Yeda Mendes finalmente saiu do transe, desviando o olhar das costas de Oliver e Nina andando juntos.
Verônica Barros, sempre muito sensível a questões românticas, já havia notado os sentimentos de Yeda por Oliver após a observação no elevador pela manhã.
Ela suspirou de propósito e soltou com tom carregado de significado:
— A relação da Srta. Almeida com o Oliver Ferreira parece muito boa, hein? Houve até uma vez em que esbarrei com...
— Ah... — Verônica tampou a boca. — Desculpe, eu não devia ter dito isso.
Yeda não suportava o teatrinho e exigiu:
— Fala! O que você viu?
Verônica mordeu o lábio.
— Eu não estou tentando difamar a Srta. Almeida, nem quero abalar a relação do seu irmão com a sua cunhada.
— Pare de enrolação e fale logo!
— ... Eu vi o Diretor Ferreira abraçar a Srta. Almeida.
O rosto de Yeda empalideceu instantaneamente enquanto apertava a palma da mão com força.
— Viu com os próprios olhos?
Verônica levantou a mão para o céu:
— Eu juro por tudo! Vi com os meus próprios olhos!
Yeda virou a cabeça e cerrou os dentes, parecendo não querer demonstrar emoções na frente de uma estranha.
Verônica disse:
— Talvez eu esteja sendo muito rigorosa e pensando demais. Afinal, a Srta. Almeida é casada e tem uma ótima relação com o seu irmão, ela não seduziria o Diretor Ferreira.
Yeda olhou fixamente para o lugar onde Oliver e Nina haviam desaparecido, seu olhar gradualmente se tornava frio.
Nina, você deveria se considerar afortunada por se casar com o meu irmão. Em vez de se contentar em ser a Sra. Mendes, ainda se atreve a correr atrás do Oliver!

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