— Está bem, obrigada pela paciência. Vou me apressar por aqui.
Deise desligou o telefone, organizou os documentos e se preparou para o encontro com Leandro e Beatriz.
No Hotel Ouro.
O entusiasmo de Palmiro durou exatos dez minutos. Passado esse tempo, a inquietude voltou a tomar conta de seu corpo.
E se...
E se Deise precisasse calcular dados a noite inteira?
E se...
E se ela ficasse trabalhando até as primeiras horas da madrugada?
Quanto mais pensava naquilo, mais desanimado ele ficava, e um mau pressentimento começou a se formar em sua mente.
Quando a espera chegou à terceira hora, ele ligou para Deise novamente.
Ela ainda estava fazendo hora extra.
— Querido, você ainda está me esperando no hotel?
— Ah... sim...
Palmiro hesitou antes de falar.
— Você já está perdendo a paciência e não quer mais me esperar, não é?
— Não, claro que não, eu só...
As palavras de Palmiro sumiram.
Instantes atrás, ele havia se gabado com toda a certeza de que a esperaria pelo tempo que fosse necessário.
Mas, agora, ele de fato queria voltar atrás.
Ele não podia simplesmente ficar sentado ali, com cara de tacho, esperando sabe-se lá até que horas!
Onde aquilo iria parar?
— Que tal... você focar no trabalho esta noite e nós comemoramos outro dia?
— Mas eu estava tão ansiosa por isso! Por favor, querido, me espera só mais um pouquinho!
O coração de Palmiro derreteu instantaneamente ao ouvi-la fazendo manha.
— Está bem, está bem... Eu vou esperar mais um pouco. Mas, por favor, venha o mais rápido possível!
— Uhum, estou fazendo o meu melhor.
O resultado foi que a espera se estendeu até que o restaurante do hotel fechou as portas.
Sem ter como prolongar a noite, Palmiro precisou concordar com Deise em remarcar a comemoração para outra data.


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