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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 469

Do outro lado da linha, a pessoa respondeu com respeito:

— Sim, senhor.

Henrique foi até a mansão de Murilo para buscar Bia.

Ao vê-lo, Murilo falou num tom casual, como se fossem apenas dois pais conversando:

— A Bia se parece muito com o senhor, Henrique.

À primeira vista, Bia realmente lembrava Henrique. Só em alguns ângulos, no desenho dos olhos e das sobrancelhas, era possível notar traços de Tatiane.

Henrique segurou a mãozinha de Bia e olhou para Murilo.

— Minha filha, é claro que se parece comigo.

Ceci também se parecia com Murilo.

Quando Henrique vira Ceci pela primeira vez, havia percebido isso de imediato. Afinal, sabia que Murilo era divorciado e que a filha morava com a mãe.

— Bia, diga tchau para o tio Murilo e para a Ceci.

— Tchau, tio Murilo. Tchau, Ceci.

Como Noemi soubera que Tatiane não iria buscar Bia, tinha ido embora mais cedo.

Henrique pegou os presentes que Murilo havia preparado para Bia e os levou para o carro.

Depois que entraram no carro, Bia perguntou:

— Por que a mamãe não veio me buscar com o papai?

— A mamãe anda muito ocupada com o trabalho. No fim de semana, ela vem buscar a Bia.

— A mamãe trabalha tanto... Papai, você precisa trabalhar bastante e ganhar dinheiro, para a mamãe não ficar tão cansada.

Henrique acariciou a cabecinha de Bia, com a voz cheia de carinho.

— Vou fazer tudo o que a Bia mandar.

No dia seguinte.

O pessoal da Terravista marcou um almoço de negócios.

Tatiane, Patrícia e Heitor chegaram à sala reservada no horário combinado, mas a outra parte ainda não havia aparecido.

Os três ficaram esperando ali dentro.

O garçom trouxe água para os três.

No entanto, vinte minutos se passaram, e ninguém da Terravista chegou.

Patrícia começou a se irritar.

— Por que esse pessoal da Terravista ainda não apareceu?

Tatiane ergueu a mão, conferiu a hora no relógio de pulso e franziu levemente a testa.

— Vamos esperar mais dez minutos.

Alguns minutos depois, seu celular vibrou.

Tatiane pegou o aparelho, atendeu e disse:

— Professor.

A voz de Leandro veio do outro lado da linha.

— O caso de aquisição da Terravista foi repassado para a NovaCapital.

Ao ouvir aquilo, Tatiane ficou surpresa.

— O quê?

Fora parar nas mãos de Henrique?

Afinal, o que ele queria com aquilo?

Dez minutos antes.

O pessoal da Terravista, na verdade, estava em uma sala reservada de outro hotel, no prédio em frente.

A reunião daquele dia com Tatiane tinha como principal objetivo aliviar a tensão com a Alvorada Investimentos. Afinal, se realmente acabassem ofendendo a Alvorada por causa daquele caso, isso também não traria nenhum benefício para eles.

Só que eles esperaram por muito tempo, e ninguém apareceu.

Do lado deles, também tinham acabado de receber a notícia de que o caso de aquisição havia sido transferido para a NovaCapital.

Embora não soubessem o motivo, cooperar com a NovaCapital também era uma excelente opção.

Como Tatiane e sua equipe não apareciam, e ninguém atendia às ligações, o pessoal da Terravista se preparou para ir embora.

Nesse momento, alguém entrou pela porta.

Ao ver o homem à frente, Rômulo se apressou em recebê-lo com respeito.

— Senhor Henrique, o que o traz aqui?

Henrique passou os olhos pela sala reservada.

— O pessoal da Alvorada Investimentos não veio?

Rômulo ficou atônito, sem entender a razão da pergunta, e explicou:

— Não sei o que aconteceu. Liguei agora há pouco, mas ninguém atendeu.

Ao ouvir aquilo, Henrique franziu as sobrancelhas.

Quando viu a expressão dele mudar, Rômulo sentiu o peito apertar.

Henrique se virou e saiu. Pegou o celular e ligou para Tatiane.

O telefone dela já estava desligado.

Sua expressão se fechou no mesmo instante.

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