Pela maneira como Henrique a encarava, Tatiane entendeu de imediato o que ele queria.
Seus dedos se fecharam involuntariamente sobre o lençol.
Henrique se inclinou sobre ela. Deslizou a mão por baixo do cobertor e entrelaçou os dedos aos dela. Com o rosto tão próximo, o aroma do vinho em sua respiração ficou ainda mais evidente.
Tatiane arregalou os olhos ao vê-lo a poucos centímetros de distância. Apoiou as mãos nos ombros dele e falou depressa:
— Você... Vai tomar banho primeiro.
Henrique interrompeu o movimento.
Continuou olhando para ela, sem soltar sua mão. Havia algo intenso e difícil de conter em seu olhar.
— Depois a gente toma banho junto.
Sem lhe dar tempo para responder, inclinou a cabeça e a beijou.
O gosto do vinho se misturou à respiração dele, envolvendo os sentidos de Tatiane. O cobertor fino que ainda os separava foi afastado, e o calor do corpo de Henrique tomou o lugar do tecido.
Aos poucos, o quarto pareceu ficar abafado.
A camisa e a calça dele, assim como o pijama de Tatiane, acabaram espalhados pelo carpete.
Naquela noite, Henrique não teve a delicadeza de costume. Parecia ter deixado de lado todo o autocontrole, entregando-se a um desejo muito mais urgente e impetuoso.
Tatiane perdeu a conta de quantas vezes pediu que ele fosse mais devagar.
Quando tudo finalmente terminou, ela já não tinha forças nem para se mexer. Estava ofegante, com a pele úmida e o corpo completamente esgotado. Mal conseguia manter os olhos abertos.
Henrique a puxou para os braços, também vencido pelo cansaço.
Com Tatiane aconchegada contra seu peito, fechou os olhos e adormeceu profundamente.
Na manhã seguinte, Tatiane acordou sentindo um peso sobre as pernas.
Uma das pernas de Henrique estava inteiramente apoiada sobre as suas, que haviam ficado tão dormentes que ela mal conseguia senti-las.
Ergueu o olhar e observou o homem à sua frente.
Henrique continuava dormindo profundamente, sem dar qualquer sinal de que acordaria tão cedo.
Com cuidado, Tatiane tentou se soltar de seus braços e afastar as pernas. Mesmo adormecido, porém, ele a mantinha presa com uma força surpreendente.
Àquela altura, ela já não se importava mais em acordá-lo.
Depois de várias tentativas inúteis, perdeu a paciência.
— Henrique!


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....