O escritório da Nexus Tech parecia um formigueiro em alerta.
Funcionários circulavam apressados, tablets na mão, expressões tensas. O clima era de guerra, e todos pareciam achar que estavam perdendo a batalha antes mesmo de começar.
Dante entrou na sala de reuniões com passos largos, Lorena logo atrás. Theo já estava lá, uma pasta grossa sobre a mesa.
- O que você conseguiu? - Dante perguntou, sentando-se à cabeceira.
- Quase nada - Theo respondeu, abrindo a pasta. - A SecureX é uma empresa nova, registrada em nome de laranjas. Os donos se esconderam bem. Não conseguimos identificar quem está por trás.
- Isso é estranho - Lorena comentou, sentando-se ao lado de Dante. - Uma empresa que lança um produto desse porte não aparece do nada.
- Exatamente - Theo concordou. - Eles têm investidores pesados. Marketing profissional. Tudo indica que foi planejado por alguém com muito dinheiro e experiência.
- Rafael? - Lorena perguntou, a voz baixa.
Dante e Theo se entreolharam.
- Provavelmente - Dante respondeu. - Mas precisamos de provas.
Ele virou-se para Lorena.
- Preciso que você organize uma coletiva de imprensa para esta tarde.
Lorena piscou.
- Uma coletiva de imprensa?
- Não podemos deixar eles controlarem a narrativa. Precisamos mostrar que fomos roubados, que o algoritmo é nosso.
Lorena já pegava o celular, os dedos ágeis sobre a tela.
- Vou entrar em contato com os principais meios de comunicação. E vou preparar uma sala para a coletiva.
- Obrigado - Dante disse, os olhos fixos nela.
Ela assentiu e saiu da sala.
Clara chegou alguns minutos depois, o rosto fechado, o olhar frio. Cumprimentou Dante com um aceno seco e sentou-se ao lado de Theo.
- Eu acabei de comprar o produto para testar - disse. - É exatamente uma cópia. O que vocês sabem dessa empresa?
- Muito pouco - Theo respondeu. - A SecureX é uma empresa fantasma. Não conseguimos identificar os donos.
Clara franziu a testa.
Dante observava os dois, os dedos tamborilando na mesa.
- Os programadores estão a caminho. Vamos preparar a defesa.
A porta se abriu. Lorena entrou novamente, o celular ainda na mão.
- Os principais veículos de imprensa confirmaram presença. Vamos ter cobertura nacional.
- Bom trabalho - Dante disse.
Lorena sentou-se ao lado dele.
- O que mais? - Dante perguntou, a voz fria.
- Dizem que o senhor sempre foi um renegado na família, invejoso do primo. E que agora todos podem ver o motivo.
Clara soltou um palavrão baixo.
- Eles estão destruindo a imagem de vocês - disse, a voz tensa. - O casamento em menos de quarenta e oito horas depois do divórcio. As fotos antigas. O vídeo.
- É uma operação de difamação - Theo completou. - Estão orquestrando isso para destruir nossa credibilidade.
Dante se levantou.
- Essa coletiva de imprensa vai ser mais divertida do que eu imaginava - disse, a voz firme.
Lorena olhou para ele.
- Dante…
- Inicialmente, eu planejava manter nossa vida pessoal completamente privada - ele continuou. - Mas acho que preciso espalhar os podres da grande e honrada família Menezes.
Ele se virou para Lorena.
- Você está comigo?
Ela sustentou o olhar.
- Estou.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia