Isadora chegou carregada de sacolas para visitar Naiara.
Logo na entrada do prédio, deu de cara com Fábio, que estava saindo.
Era exatamente com ele que ela precisava falar.
— Amanhã à noite, jantar lá em casa.
Fábio não pareceu surpreso.
— O quê? Seu pai quer avaliar o futuro genro?
— Por isso que eu digo que você é esperto. Não escolhi a pessoa errada — rebateu Isadora.
— Amanhã à noite eu já tenho compromisso — respondeu ele, de prontidão.
Ela já sabia que ele não cederia tão fácil.
— Desembucha. O que eu tenho que fazer para você ir?
Fábio deu um sorriso de canto.
— O de sempre. Dar uma forcinha para a sua melhor amiga aceitar casar comigo depois do divórcio.
Desta vez, Isadora aceitou sem piscar.
— Fechado. Vou subir lá e falar bem de você agora mesmo.
Fábio abriu passagem, segurando a porta.
— Srta. Isadora, por favor, entre.
Isadora deu um passo, mas virou-se para ele.
— Eu vim sem carro. Que tal você me esperar e me dar uma carona de volta mais tarde?
— Combinado.
Vendo que ele ia se afastar, ela chamou:
— Sobe comigo.
— Já terminei a inspeção neste andar. Tenho que visitar outro cliente agora — disse ele, ajeitando o paletó.
Só então Isadora se lembrou de que Afonso também morava no residencial Pátio do Luar.
Quando Naiara viu Isadora entrar, parou de digitar suas linhas de código.
— Chegou.
Isadora espiou a tela do notebook.
— Eu não disse para você descansar? Como consegue ser tão inquieta?
— Ficar deitada o dia todo dói as costas — explicou Naiara. — Resolvi dar mais uma revisada no código daquele modelo de IA.
Isadora pegou as flores que trouxera e as colocou em um vaso vazio.
— Aquele cafajeste do Fábio estava dando em cima de você de novo?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...