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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 179

No último golpe, ouviu-se apenas o estalo seco. Os ossos do homem se partiram.

O homem no chão não era outro senão o motorista que havia levado Afonso e Naiara para a emboscada.

Espancado e rastejando, ele ergueu a cabeça com dificuldade.

Ele olhou para o homem que, poucas horas antes, havia derrubado oito capangas sozinho. Afonso estava sentado em uma cadeira, com a postura impecável e o rosto tão plácido como se estivesse apreciando uma bela obra de arte.

Durante todo o interrogatório, Afonso não disse uma única palavra.

Sem demonstrar raiva ou pressa, sua simples presença exalava a aura de um ceifador implacável, fazendo o sangue de qualquer um gelar.

O motorista, completamente aterrorizado, finalmente cedeu.

— Eu falo! Eu conto tudo, mas, por favor, parem de bater!

No dia seguinte, ao meio-dia.

Uma notícia bombástica tomou conta da internet e das redes sociais.

[O Grupo Fontana está sob investigação da Receita Federal por suspeita de sonegação de impostos. Wilson Fontana, representante legal da empresa, foi levado pelas autoridades nesta manhã.]

Wilson estava acostumado a agir como se fosse o dono da cidade. Quando a notícia estourou, o que não faltou foi gente comemorando em segredo.

Adriana sentiu como se o chão tivesse desaparecido sob seus pés. Ela chorava copiosamente, o rosto banhado em lágrimas falsamente genuínas.

— Vovó, o que eu faço? Será que o meu pai vai ser preso?

Franciely ainda estava em choque. A notícia a pegou totalmente desprevenida.

Como algo assim poderia ter acontecido de uma hora para a outra?

— Vovó... — implorou Adriana, fingindo ainda mais fragilidade ao notar a falta de resposta. — Por favor, eu te imploro, ajude o meu pai.

A matriarca, com o coração apertado pela viúva do neto, abraçou-a com força.

— Calma, querida. Não se desespere. Deve ter sido algum erro. Seu pai jamais cometeria sonegação de impostos. Vamos esperar as investigações esclarecerem tudo.

Adriana soluçava, com os olhos já inchados.

— Vovó, me perdoe...

— Criança boba, o que isso tem a ver com você? — consolou Franciely. — Não coloque coisas na cabeça. Eu jamais culparia você por isso.

Assim que as palavras saíram de sua boca, Vitória Lucca entrou voando na sala, agitada como uma borboleta.

Franciely, em um raro momento de impaciência com a neta, disparou:

— Você não parou em casa nos últimos dias! O César está no hospital e você nem foi visitá-lo. O que andou aprontando?

Vitória, no entanto, parecia radiante.

Capítulo 179 1

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