Naiara voltou para casa.
Felícia já estava a todo vapor na cozinha. A bancada estava repleta de ingredientes. Pelo visto, a governanta estava disposta a mostrar todos os seus dotes culinários.
Naiara tirou o casaco, entrou na cozinha e olhou para o relógio.
— Felícia, ainda é cedo para o jantar. Por que já começou a cozinhar?
Felícia não parou o que estava fazendo por um segundo sequer.
— Com tantos pratos para preparar, onde é que eu ia dar conta se deixasse para a última hora? Vou fazendo um por um, e quando terminar, já será quase a hora de comer.
Naiara deu uma risadinha.
— Eu disse que era só uma comida caseira. Você está fazendo tanta coisa que não vamos conseguir comer tudo.
— Menina, é aí que você se engana — retrucou Felícia. — É a primeira vez que o Sr. Afonso vem jantar na nossa casa. Como é que eu ia fazer apenas o básico? Seria motivo de piada. Se é para cozinhar, vamos fazer um banquete farto, para que ele saia daqui bem alimentado e satisfeito. Olha só para ele, o Sr. Afonso emagreceu nestes últimos dias. Deve ser porque não tem comido direito, então tenho que caprichar ainda mais.
Naiara parou para pensar. Ele tinha emagrecido? Ela não havia notado. Mas, se Felícia dizia que sim, então devia ser verdade.
Assim, Naiara colocou um avental, arregaçou as mangas e também começou a trabalhar. Como havia prometido, ela mesma faria o bolo leve de inhame para Afonso.
Por volta das seis da tarde, a mesa já estava posta com todos os pratos finalizados. Felícia estava extremamente satisfeita com seu próprio talento, esperando alegremente a chegada do convidado.
Mas quando o relógio marcou sete horas, o homem que havia prometido chegar na hora não apareceu. Felícia não ficou com raiva, apenas preocupada.
— Menina, liga rápido para o Sr. Afonso. Vê se aconteceu alguma coisa.
Naiara estava prestes a pegar o celular quando Afonso ligou.
— Houve um acidente no viaduto da Zona Sul e o trânsito parou. Não vou conseguir chegar tão cedo. Por favor, peça desculpas a Felícia por mim.
— A Felícia estava preocupada, acabei de pegar o telefone para te ligar quando você chamou — Naiara respondeu com sua voz controlada e suave. — Não se preocupe. Dirija com cuidado, não temos pressa. Nós te esperamos.
— Não me esperem. Comam primeiro, não fiquem com fome — disse Afonso.
— Onde já se viu os anfitriões comerem antes do convidado? Não tem problema, eu não estou com fome.
— Mesmo que não esteja, a criança no seu ventre estará. Seja boazinha, comam primeiro. Guardem só um pouco para mim e estará ótimo.
Uma hora se passou. O trânsito finalmente foi liberado.
O carro acelerou pelas vias e, quando ele finalmente chegou ao Residencial Pátio do Luar, já estava três horas atrasado do horário prometido. Enquanto subia no elevador, Afonso hesitava. Mesmo ao chegar diante da porta e erguer a mão para tocar a campainha, ele ainda debatia consigo mesmo se deveria entrar. Àquela altura, elas já deviam estar descansando.
Ele ficou parado em frente à porta por um momento e, por fim, decidiu ir embora. Havia dado apenas alguns passos quando ouviu o som da porta se abrindo atrás de si. Afonso virou-se.
Naiara estava parada na soleira da porta, de pantufas, chamando por ele.
— Afonso.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...