— Sim, estou com fome.
Felícia serviu a sopa.
— Tome um pouco de sopa primeiro para aquecer o estômago. Pode ficar tranquilo, já obriguei a menina a tomar uma tigela antes, senão o bebê não ia aguentar. No começo ela bateu o pé, queria te esperar de qualquer jeito, mas eu insisti tanto que ela acabou tomando.
Afonso lançou um olhar em direção aos quartos.
— A mãe da Naiara já comeu?
Naiara experimentou um pedaço do peixe no vapor que Felícia havia preparado.
— Minha mãe já comeu e foi dormir.
— Como ela esteve nestes últimos dias? — perguntou ele.
— Bem, até que bem. A Felícia passa os dias conversando com ela, e o semblante dela melhorou bastante. O único problema é que... ela ainda murmura muito sozinha, coisas que não conseguimos entender.
Afonso a confortou com a voz suave:
— Não tenha pressa, é um dia de cada vez. Ela vai melhorar. Estar em um ambiente calmo e bom ajudará muito na recuperação.
O peixe estava delicioso. Naiara pegou um pedaço generoso e colocou no prato de Afonso. Ele provou e sorriu.
— Felícia, o seu talento na cozinha é realmente excepcional.
Assim que ele terminou de falar, seu olhar pousou num prato de doces. Ao perceber isso, os cantos da boca de Felícia se ergueram e ela empurrou o prato de doces de lírio para mais perto dele.
— Sr. Afonso, este foi a nossa menina que fez com as próprias mãos. Experimente.
Afonso pegou um pedaço e deu uma mordida. Após mastigar devagar, seus traços sempre tão imponentes relaxaram. Ele olhou para Naiara, os olhos transbordando uma luz suave.
— Eu nunca imaginei que alguém tão imersa em códigos de programação pudesse fazer uma sobremesa tão deliciosa.
Naiara brincou, mantendo sua polidez habitual:
— Bem, se um dia eu ficar desempregada, já tenho um plano B.
— Você nunca ficará desempregada.
— Nunca se sabe. O mercado muda muito rápido. Vai que aparece alguém mais brilhante e toma o meu lugar.
Afonso a encarou, extremamente sério.
— Eu não permitirei que fique desempregada.
Naiara parou. Esqueceu de respirar por dois longos segundos.
Felícia pigarreou, quebrando o silêncio tenso.
— Ah, a propósito, Sr. Afonso... Já que a nossa menina vai trabalhar na sua empresa agora, será que eu poderia pedir o favor de o senhor cuidar dela por mim? Quando ela cisma com um projeto, esquece de tudo ao redor. Esquece de beber água, de comer...
Afonso não deixou o clima ficar constrangedor. Deu um sorriso elegante.
— Parece que este jantar de hoje que a Felícia preparou tinha segundas intenções.
A governanta riu abertamente.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...