Naiara hesitou por um segundo.
Ela não sabia se o que estava fazendo era certo ou errado.
Só sabia que precisava usar todos os meios necessários para arrancar a verdade dele.
— Durante muito tempo, acreditei que a culpa pela morte do meu pai fosse sua. Por causa disso, eu senti um ódio profundo por você naquela época. Mas, desde que descobri que a verdadeira culpada foi a Luciana, senti que te devia um pedido de desculpas.
Carlos segurou a mão de Naiara.
O toque familiar e suave lhe trouxe uma sensação de satisfação que ele não sentia há muito tempo.
— O importante é que agora você sabe que não fui eu. Quanto às desculpas, não preciso delas. Naiara, sabe de uma coisa?
O polegar de Carlos começou a acariciar lentamente as costas da mão dela.
— Naquele dia em que você me entendeu mal, a razão de eu ter ficado tão furioso foi porque eu tive medo. Medo de que o seu mal-entendido a fizesse me odiar de verdade.
Ele deu mais um passo, diminuindo a distância entre os dois.
— Porque, no momento em que você me odiasse, você se afastaria cada vez mais. E eu odeio a sensação de ver você se afastar. Mesmo estando divorciados, eu ainda quero que você fique ao meu lado.
Não satisfeito em apenas segurar a mão dela, Carlos tentou puxá-la para um abraço.
— Naiara, eu percebi que, sem você, me sinto muito incomodado. Diga-me, será que eu me apaixonei por você?
O rosto de Naiara permaneceu perfeitamente impassível.
Amor?
Aquela era, de longe, a maior piada que ela já ouvira!
E a declaração mais nojenta também.
Ele a havia machucado até não sobrar nada além de cicatrizes, e agora queria falar de amor?
Absolutamente patético.
Apesar da repulsa que revirava seu estômago, Naiara se forçou a não empurrá-lo.
— Como eu já disse, é só a falta de costume inicial. Daqui a pouco, isso passa.
— Não — discordou Carlos, a mão agora deslizando pelas costas dela. — Não vai passar. Isso não é só uma questão de costume.
Ele baixou o tom de voz, assumindo aquele ar dominante.
— Naiara, prometa-me uma coisa. Nós nos divorciamos no papel, mas não precisamos nos separar de verdade, está bem?
Ele continuou, arrogante em sua "generosidade".
— Se você não gosta de morar neste apartamento, eu compro uma casa nova para você. A partir de agora, sempre que eu tiver tempo livre, venho te fazer companhia. Tudo o que eu fiquei te devendo no passado, vou compensar aos poucos daqui para frente.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...