Carlos empurrou Naiara bruscamente, afastando-se dela.
— Você armou uma armadilha para me fazer falar?
Naiara enxugou as lágrimas do rosto. Seu olhar agora era puro gelo.
— Então a minha intuição estava certa. Foi mesmo a Vitória.
Qualquer traço de ternura desapareceu do rosto de Carlos.
— Naiara, eu realmente te subestimei. Que excelente atuação.
Ele arrumou a postura, arrogante novamente.
— Mas e daí? O que as minhas palavras de agora provam na prática?
Naiara deu um sorriso amargo.
Num movimento rápido, ela levantou a mão e desferiu um tapa estalado no rosto de Carlos.
— Carlos! Você não tem coração?! A vida de uma pessoa não vale absolutamente nada para você?!
Carlos passou a língua pelos lábios, o rosto virado pelo impacto, os olhos escurecendo de fúria.
Naiara avançou, agarrando o colarinho dele com as duas mãos, as juntas dos dedos brancas pela força.
— Carlos! A sua irmã é uma assassina, e você a protege e acoberta! Você é cúmplice! A família Lucca inteira não passa de um bando de monstros! Uma corja de assassinos a sangue frio!
Os olhos de Naiara estavam injetados. A raiva e a dor acumuladas explodiam de seu peito, fazendo com que perdesse completamente o controle.
Carlos agarrou os pulsos dela, arrancou as mãos de sua camisa e a empurrou com violência.
— Naiara! Eu sei que você está sofrendo! Mas você não pode jogar a culpa na Vitória e na minha família só porque está de luto! A morte da sua mãe não tem nada a ver com a Vitória!
Naiara cambaleou para trás, apoiando-se no balcão.
— Há. Eu sabia que você nunca admitiria em público. O meu objetivo hoje não era fazer você confessar. Eu só queria confirmar para mim mesma se a minha suspeita estava certa.
Ela o encarou com um ódio cortante.
— Carlos, eu não vou deixar isso barato! Eu vou encontrar as provas! Eu vou fazer com que a sua irmãzinha preciosa pague pelo que fez! Ela vai para a cadeia!
Carlos não demonstrou a menor preocupação.
— Vá em frente. Tente encontrar alguma prova.
Naiara trincou os dentes, com um olhar que parecia querer perfurar o rosto dele.
Os dois ficaram se encarando em um silêncio tenso.
Aos poucos, a raiva de Carlos começou a se dissipar, sendo substituída por uma pontada de pena.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...