Gualter não conseguia acreditar.
— Confia em mim assim tão fácil? Não tem medo?
— Medo do quê? De você destruir o apartamento? Você não é um cachorro indomável.
Os cantos da boca dele se contorceram num leve esboço de sorriso.
Naiara tirou todo o dinheiro vivo de sua carteira.
— Fique com isso para garantir as suas refeições diárias. Quando a feira terminar, entrarei em contato.
Os dedos de Gualter se apertaram em torno das notas.
Em toda a sua vida, além da namorada com quem crescera no orfanato, ninguém mais havia demonstrado tamanho cuidado por ele.
— Obrigado.
Quando ela saiu do Pátio do Luar e chegou de volta à mansão, já era muito tarde.
Felícia veio trotando assim que ouviu o barulho da porta abrindo.
Pegou a bolsa das mãos de Naiara enquanto resmungava.
— Senhorita Naiara, como é que chega a uma hora dessas?
O coração de Naiara se aqueceu.
O cheiro de comida caseira vinha da cozinha, a casa estava iluminada e havia alguém esperando por ela. Não era exatamente essa a vida que ela sempre desejou?
— Felícia, acredita que eu recolhi um homem da rua hoje?
— Recolheu um homem?
— Uhum.
Naiara relatou rapidamente o que havia acontecido com Gualter.
Felícia ficou em pânico.
— Senhorita, como pôde trazer um estranho para um dos seus apartamentos assim? E se for um criminoso perigoso?
Naiara sorriu levemente.
— Um homem que prefere ir para a cadeia a deixar a namorada morrer não pode ser tão mau assim.
— É verdade. Homens com esse nível de lealdade estão praticamente em extinção.
Logo depois, a governanta pareceu refletir e corrigiu.
— Quer dizer, não totalmente em extinção. O Sr. Afonso me parece exatamente esse tipo de bom homem.
Naiara conteve um sorriso.
Aparentemente, o conceito que Afonso tinha com Felícia era altíssimo.
O celular tocou. Era Isadora.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...