Gualter levou um longo tempo para processar a informação.
— Você é o Tempestade?
Naiara ergueu uma sobrancelha.
— Uhum.
Ele ainda parecia cético.
— Como pode provar que é o Tempestade?
— Uma testemunha serve?
— Uma testemunha?
— O líder da aliança, King, pode confirmar isso por mim.
Gualter ficou pasmo novamente.
— Ele... Vocês...
Meu Deus, com quem ele esbarrou hoje?
King.
Tempestade.
Os dois maiores gênios da computação, reverenciados por milhares no passado, simplesmente surgiram em sua vida do nada?
Naiara ergueu o pulso para checar a hora.
— No entanto, o King está em uma feira de robótica no momento. Ele só volta daqui a alguns dias, então você terá que esperar um pouco.
— Já está tarde. Vou levá-lo para comprar roupas novas e então você vai para casa.
Casa...
Um lampejo de melancolia surgiu no rosto de Gualter.
Ele não tinha mais uma casa.
Depois que deixou o orfanato, nunca mais voltou.
Após anos vagando sem rumo e lidando com a brutalidade da vida, já havia se acostumado com um mundo de solidão.
Ele mal se lembrava de qual era a sensação de ter um lar.
Observando a mudança no olhar dele, Naiara se levantou.
— Vamos.
— Para onde?
— Eu não acabei de dizer? Comprar roupas.
— Não precisa.
Naiara começou a caminhar em direção à porta.
— Não é você quem decide se precisa ou não. Vamos logo. Preciso voltar, ou vai ter gente preocupada comigo em casa.
Enquanto ela fazia hora extra, Felícia já havia ligado perguntando por que ela não chegava.
Se demorasse mais, o desespero seria real.
Desde que Miriam faleceu naquele trágico acidente de carro, a governanta passara a tratar Naiara com um zelo quase maternal.
Naiara sabia que era a maneira de Felícia tentar expiar seus erros passados.
Naiara levou Gualter até uma loja de roupas nas redondezas e comprou um conjunto inteiro para ele.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...