— Você vai se casar com ele?
As palavras que Naiara ainda planejava dizer entalaram na garganta.
Que absurdo era aquele?
O olhar de Afonso recaiu sobre as mãos dos dois, que ainda estavam conectadas.
— Senhor Carlos, por favor, mantenha a compostura.
Carlos não recuou e rebateu à altura.
— Quem deve manter a compostura? Eu ou você? Por acaso o Senhor Afonso se esqueceu de que tem uma noiva?
Afonso respondeu sem a menor pressa:
— Acho que foi o Senhor Carlos quem se esqueceu de que você e a Naiara já estão divorciados há muito tempo.
— Seu...
— Carlos.
Naiara olhou para a pessoa que acabava de chegar e revirou os olhos internamente.
Pronto!
Já havia gente suficiente para fechar uma mesa de carteado.
Carlos estava ali naquele dia para levar o bebê para tomar vacina.
Evitara mencionar Vitória de propósito, apenas para não se aborrecer.
Mas não esperava se deparar com algo que o aborreceria muito mais.
Quando Adriana viu Carlos segurando a mão de Naiara sem soltar, seus olhos quase destilaram veneno. Ela nem se deu ao trabalho de atuar.
— Carlos, o que você está fazendo?
Ainda assim, Carlos não soltou a mão de Naiara.
Naiara sentiu uma vontade imensa de bater nele.
— Carlos! A sua mulher chegou! Pode ter um pingo de decência? Ficar me puxando desse jeito... se você não tem vergonha na cara, eu tenho!
— Vergonha?
Só de lembrar da cena de momentos atrás, a raiva fervia dentro de Carlos.
Ele nunca imaginou que ficaria com tanta raiva por causa de uma mulher.
— Se você tivesse vergonha na cara, estaria abraçada a outro homem em público? Você não sabe que ele é comprometido? Naiara! Desde quando você se rebaixou tanto?
Se rebaixou?
Ah!
— Existe algo mais rebaixante do que ter me casado com você, Carlos?
A intenção de Naiara com aquela frase era apenas zombar de Carlos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...