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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 521

Assim que saíram do campo de visão de Carlos, Afonso soltou a mão dela.

— Desculpe, foi no calor do momento.

Naiara também se apressou em explicar.

— Aquilo que eu disse agora há pouco...

— Eu sei, não levei a sério.

Por isso, quando a ouviu dizer que "gostava", seu coração permaneceu como águas tranquilas.

Sabia que ela só tinha falado aquilo de propósito por ter sido encurralada por Carlos.

Naiara estava preocupada com o ferimento dele.

— Vamos ao médico dar uma olhada.

— Não precisa, foi só um machucado leve.

— Mas está sangrando.

— Não é nada. Já estou acostumado.

Acostumado?

Como assim?

Ele se machucava com frequência?

— Já lhe disse, os meninos da família Xavier precisam treinar artes marciais desde cedo para conseguirem se proteger em momentos cruciais. Então, quando eu era criança, ter ferimentos grandes e pequenos era muito normal.

Naiara sentiu uma pontada de pena inexplicável.

As crianças daquelas grandes famílias poderosas talvez não fossem tão felizes quanto os de fora imaginavam.

— Você, por outro lado, precisa trocar o curativo.

Naiara tocou a gaze no próprio pescoço.

É verdade.

— Vou te levar para trocar o curativo primeiro. A cirurgia não vai acabar tão cedo, de qualquer forma.

Naiara não recusou.

— Tudo bem.

Seria perfeito. Assim ela poderia pedir ao médico para dar uma olhada no machucado de Afonso também.

No consultório.

Durante a troca de curativo de Naiara, como a gaze estava colada na ferida, puxá-la doeu bastante, e ela não conseguiu evitar um gemido.

A aflição de Afonso era visível a olho nu.

— Doutor, por favor, seja mais delicado.

O médico sorriu e disse a Naiara:

— Seu namorado é ótimo. Além de bonito, é muito atencioso.

Naiara já estava com preguiça de explicar.

Não era a primeira nem a segunda vez que os interpretavam mal, então que ficasse assim.

— Doutor, poderia dar uma olhada no machucado na boca dele também? — pediu Naiara, depois que o curativo foi trocado.

Afonso estava com o celular na mão, mandando mensagens no grupo de trabalho, e chegou a hesitar ao ouvir aquilo.

O médico acenou, chamando-o.

Afonso não disse nada e sentou-se na banqueta.

O médico segurou seu queixo e examinou de perto.

— Isso foi um soco?

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