Afonso terminou de descascar o ovo e perguntou a ela:
— Gosta mais da clara ou da gema?
Naiara conteve seus pensamentos soltos.
— E você? Prefere a gema ou a clara?
— A clara.
Naiara provocou, de propósito:
— Eu também adoro a clara. O que a gente faz então?
— Nesse caso, a partir de hoje eu compro dois ovos. Nós dois comemos as claras, e damos as gemas para o Bolinha.
Naiara sorriu abertamente.
— Essa resposta... hum, te dou nota noventa e nove. Só não te dou cem para você não ficar mal-acostumado.
— Abra a boca.
Naiara abriu os lábios.
Afonso colocou a clara do ovo na boca dela e, para si mesmo, comeu apenas a gema.
Naiara sempre acreditou que, depois de quebrar tanto a cara na família Lucca e viver todos os dramas e mágoas com Carlos, já estivesse calejada demais. Achou que nunca mais se importaria com o amor ou os romances deste mundo.
Ainda menos que seu coração voltaria a bater mais forte por outro homem.
Mas, naquele instante, Naiara percebeu que havia tirado conclusões precipitadas.
Um homem quase impecável como Afonso, capaz de arriscar a própria vida para salvar a dela... Só isso já era prova suficiente de que o sentimento dele era genuíno.
O cuidado dele com ela nunca ficava apenas nas palavras; era sempre demonstrado em atitudes.
— Afonso.
Ele virou o rosto para olhá-la, mastigando devagar.
Naiara parecia ter tomado uma decisão importante.
— Nos últimos dois dias, fiquei buscando uma resposta... Uma resposta para o motivo de eu ter te beijado. E agora eu a encontrei.
Afonso engoliu a comida com dificuldade, e de repente todo o seu corpo pareceu congelar.
— Que resposta?
— A resposta é que, talvez... eu também tenha me apaixonado por você.
Cof, cof, cof.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...