Naiara acenou com naturalidade, sem a menor sombra de constrangimento.
— Bom dia, José.
José abriu um sorriso largo e meio desajeitado.
— Bom dia, deusa! Você... dormiu aqui essa noite?
Naiara trocou um olhar cúmplice com Afonso e sorriu.
— Sim.
— No mesmo quarto?
— Uhum.
— Na mesma cama?
— Exato.
José piscou, processando a informação.
— Ah.
Naiara apoiou o queixo na mão, levemente irônica.
— Tem mais alguma pergunta?
José riu de nervoso.
— Não, não! Imagina.
Naiara então assumiu um tom mais sério para explicar a situação.
— O seu patrão estava com uma dor de cabeça terrível. O médico disse que ele precisava de alguém cuidando dele, caso contrário, poderia ter sequelas graves. Por isso, passei a noite aqui para monitorá-lo.
— Dor de cabeça terrível? — José não sabia se acreditava ou não, mas a preocupação com a saúde de Afonso falou mais alto. — Senhor Afonso, ontem no almoço, quando perguntei, o senhor não me disse que já não sentia dor nenhuma? Como é que piorou assim de repente?
Naiara estreitou os olhos. Suas sobrancelhas se juntaram em uma expressão perigosa.
— Ah, então você estava mentindo para mim?
O homem desviou o olhar, tentando escapar da inquisição.
— A dor voltou de repente, mais tarde.
— Inventa outra! — Naiara fingiu apertar o pescoço dele, entrando na brincadeira. — Confesse! Você combinou tudo com o médico, não foi? Aquela história de 'sequelas' e de precisar de 'alguém cuidadoso' era só uma desculpa para me fazer ficar, não era?!
— Não foi.
— Não foi? — Ela esfregou as mãos, ameaçadora. — Eu tenho certeza de que foi, sua raposa velha!
Dizendo isso, ela avançou com as mãos em direção às costelas dele.
Era o ponto mais fraco de Afonso. Ele tinha muitas cócegas.
Qualquer toque ali o fazia reagir na hora.
Afonso não conseguiu segurar a risada e tentou se esquivar. No meio da brincadeira, o corpo de Naiara deslizou pelo estofado macio, perdendo o equilíbrio.
Com um reflexo rápido, Afonso a puxou de volta pela cintura.
Os dois colaram os corpos, e seus lábios pararam a milímetros de distância um do outro.
Naiara engoliu em seco, a respiração acelerada.
— Você... me solta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...