Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 761

Naquele momento, Zuleica sentiu como se tivesse encontrado uma alma gêmea, alguém com quem pudesse finalmente compartilhar seus sentimentos.

— Sinto solidão sim, especialmente na calada da noite. Às vezes, tenho muito medo de estar sozinha. Medo de não ter em quem me apoiar, de não ter a quem confessar as mágoas. Mas, acima de tudo, tenho medo de morrer um dia de repente e não ter ninguém que derrame uma lágrima sequer por mim.

Naiara estremeceu.

Sentiu um súbito arrependimento por ter feito aquela pergunta.

Afinal, aquilo não era diferente de arrancar a casca de uma ferida.

— Me desculpe...

Zuleica deu um sorriso compreensivo.

— Tudo bem. Na verdade, me considero muita sortuda. Pelo menos não dei fim à minha própria vida por um impulso no passado e escolhi ficar para continuar vendo o que o mundo tem a oferecer.

— Você é muito corajosa — disse Naiara.

— A realidade é dura, não me resta outra opção a não ser ser corajosa.

Se fosse possível, como ela desejava ter alguém que a apoiasse e carregasse o peso por ela.

Mas nunca houve ninguém.

Por isso, tinha que carregar tudo sozinha, por mais exaustivo e injusto que fosse.

— Senhora Naiara, está frio. Vamos para casa.

Naiara soltou um suspiro quase inaudível.

— Quero ficar sentada mais um pouco. Pode ir na frente.

— Não tenho nenhum compromisso. Fico mais um pouco com você.

Assim que terminou de falar, o celular tocou.

Zuleica olhou para o identificador de chamadas, hesitando em atender.

Naiara adivinhou quem estava ligando.

— Atenda.

O humor de Carlos não deveria estar dos melhores naquele momento.

Provavelmente ela não havia sido a única pessoa a visitar a Mansão Nº 1 naquele dia.

As palavras de Luciana não foram ditas apenas para ela ouvir, mas também para um certo alguém.

Ah.

Carlos e Luciana... Duas pessoas que antes não se suportavam agora tinham uma relação tão boa?

O telefonema era mesmo de Carlos. Sua voz soou extremamente hostil.

— Onde você está?

Zuleica olhou para Naiara antes de responder.

— Fazendo compras com a Dália.

— Volte imediatamente.

Antes que Zuleica pudesse dizer algo, a ligação foi encerrada.

O coração dela pesou e seus dedos apertaram o celular com força.

Naiara percebeu o olhar dela.

— Pode ir.

Zuleica ainda estava preocupada.

— E você?

— Quero ficar um pouco sozinha.

Afonso não ouviu uma palavra sequer; sua mente estava totalmente focada naquela mensagem.

O que aconteceu com ela?

Por que estava triste?

Por que estava sentada lá sozinha?

Ele realmente queria perguntar.

Mas como ele poderia?

Neste momento, qualquer preocupação dele só seria um fardo para ela.

Henrique lançou um olhar severo para Afonso.

— Afonso, a Isabella está falando com você.

Afonso voltou a si.

— O quê?

— Eu estava perguntando se você quer usar aquele terno que comprei para você no dia da festa — repetiu Isabella.

— Tanto faz — respondeu Afonso de forma fria e distante.

A resposta soou um tanto negligente.

Henrique demonstrou bastante insatisfação.

— Afonso...

O som repentino do celular o interrompeu.

No momento em que Afonso atendeu, ouviu a voz de Quitéria, embargada pelo choro.

— Senhor Afonso, a Dona Naiara desapareceu!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê