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Encontrei o Preservativo e Entendi que Era uma Terceira romance Capítulo 2

Ela segurou o pulso direito com a mão esquerda, parando o tremor maldito, e fez o último traço.

A letra ficou torta, mas legível.

...

Três dias depois, no escritório do diretor.

— No caso do Sr. Bittencourt, os tratamentos padrão do país não estão surtindo o efeito esperado até o momento.

O Diretor Santos fez uma pausa.

— No ano passado, um outro país lançou um remédio novo com excelentes resultados clínicos. Dizem que até o líder daquele país o utiliza. É preciso ter contatos para conseguir.

Enquanto ele falava, as articulações dos dedos de Patrícia se apertaram.

O Diretor Santos falou com um tom de respeito: — Senhora, o Sr. Henriques deve conseguir o remédio, não é?

Samuel, ao lado, franziu a testa.

Patrícia assentiu, com a voz bem baixa: — Sim, eu vou falar com ele.

— Que bom, que bom. Com a ajuda do Sr. Henriques, certamente não haverá problema.

Ao sair do escritório, a porta se fechou atrás dela, mas permaneceu entreaberta.

— Diretor, como o senhor a chamou agora há pouco? — A voz do assistente vazou pela fresta.

— Você não a conhece? Ela é a nora mais velha da família Henriques, a esposa do Sr. Henriques.

— Tão nova? Então por que o tio dela está na enfermaria comum?

— Psiu. — O diretor abaixou a voz. — Não faça perguntas sobre os assuntos das famílias poderosas.

Samuel parou e puxou o braço de Patrícia: — Patrícia, não quero que você se rebaixe para implorar a ele.

— Samuel. — Patrícia sorriu com tristeza. — Não estou implorando. Afinal, ele é meu marido.

Samuel olhou para ela.

— Samuel, vai ver o Tio Alberto primeiro, vou dar um telefonema.

Patrícia foi até a área comum para ligar para Lucas. Assim que pegou o celular, de repente, parou.

Ela estava num mezanino no segundo andar, olhando diretamente para a porta principal da internação no primeiro andar, onde um Bentley preto acabara de estacionar.

Vários diretores administrativos de terno estavam esperando na porta, e um deles correu para abrir a porta do carro.

Um homem e uma mulher saíram do carro. O homem era muito bonito, com um rosto de cinema.

No quarto, Lucas caminhou até o canto e abaixou-se para pressionar uma cama pequena que cabia apenas uma pessoa.

— Esta é a cama de acompanhante? Vou dormir aqui esta noite. — Ele disse.

— Não fique aqui a noite toda... ela vai ficar magoada e incomodada. — Sienna murmurou.

— Eu disse a ela que ia viajar a trabalho hoje.

O celular de Patrícia vibrou de repente.

Ela olhou para baixo e viu que seu dedo tinha encostado no botão de ligar sem perceber.

O celular de Lucas tocou. Ele olhou e desligou.

Sienna falou baixo: — É ela te procurando? Volte.

— Que problemas ela teria. — Lucas guardou o celular no bolso. — Ela é apenas uma menina que vive buscando atenção.

— Criança?

— Fui obrigado a casar por pressão da minha avó. Ela não me entende, e não temos nada em comum para conversar.

Patrícia deu meia-volta, anestesiada, e foi embora.

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