Na sala de reunião, os quatro homens se entreolham, buscando compreender o que desencadeou a reação intensa de Alex, especialmente ao sair da sala de maneira tão abrupta.
— O que diabos acabou de acontecer? — Questiona Leandro, perplexo diante do comportamento de Alex.
— Não faço a mínima ideia, mas alguma coisa está muito errada. Alex nem ao menos leu o contrato. Ele pareceu apavorado com o que ouviu na ligação. — Constata Richard, guardando o contrato no envelope. Ao saírem da sala de reunião, deparam-se com Alex em frente aos elevadores.
— Alex, está preparado para a semana que vem? — Indaga Ryan, referindo-se ao início do julgamento.
— Não começa com essa bobagem agora. Repetirei, pela última vez, jamais machucaria Rebecca ou um filho meu. Pare de ser estúpido. — Responde, a fúria transbordando de seu olhar.
— As provas insistem no contrário, Alex. — Rebate Ryan.
— Eu não dou a mínima, você que se foda com isso e me deixe em paz. — Responde, adentrando o elevador. — Aguardem pelo próximo. — Ordena, encarando os homens, enquanto a porta se fecha.
Ao sair do prédio do Grupo Wealth, Alex vai diretamente para o escritório, onde sua equipe busca evidências para provar sua inocência. Ao entrar, todos observam sua expressão preocupada.
— Deixe-me ouvir, Douglas. — Diz, aproximando-se e Douglas reproduz os áudios já recuperados. — Porra! Vou voltar até aquela casa e sufocá-la até a morte! — Exclama, batendo com firmeza na mesa.
— Por favor, Sr. Baker, mantenha a calma. — Pede Douglas, esforçando-se para controlar a situação. — Agora conhecemos os passos dela. Compreendo não haver nada positivo nisso, mas, ao menos, conquistou mais alguns dias ao lado de sua família.
— Porra nenhuma de “mais alguns dias ao lado deles”. Pela manhã, eles partirão, conforme combinado. Enquanto essa mulher estiver viva e livre, minha família não permanecerá aqui.
– Sr. Baker, identificamos um nome na ligação, Lucius Reynold. — Informa o chefe de segurança. — Ele lidera uma máfia renomada na Inglaterra e pelo que apuramos, presta serviços para a família Curtis. — Alex solta uma gargalhada naquele momento, uma mistura de ironia e descrença.
— Isso só pode ser uma piada, estou convencido de que estou em um pesadelo. Essa psicopata tem o respaldo de uma maldita máfia. Porra! — Exclama, chutando a cadeira à sua frente. — Vocês não têm ideia do caos que se desenrolou. — Murmura Alex, num tom baixo destinado apenas aos dois ouvintes. — Os seguranças da casa abusaram daquela mulher.
— O quê? — Questionam ambos em uníssono.
— Se ela não estivesse delirando, tudo teria falhado. Não posso correr mais riscos. — Declara Alex, sentando-se em frente ao computador.
No meio da tarde, três veículos estacionam em frente à casa de Nicole e realizam uma minuciosa varredura no perímetro. Ao notarem um carro estacionado um pouco mais adiante, dois seguranças, avançam pela calçada, aproximando-se silenciosamente do veículo e rendem o motorista. Ao entrar na casa, a família de Nicole procura por ela e a encontra adormecida na cama. Apesar das diversas tentativas de despertá-la, a consternação toma conta quando percebem a incapacidade dela de recobrar a consciência. Desesperados, acionam o médico da família, que cuida de Nicole em Boston. Ele chega rapidamente para prestar socorro, administrando um soro enquanto a paciente luta para se manter acordada.
Enquanto Nicole recebe cuidados médicos, Ronald examina o sistema de segurança, constatando perplexo que todas as gravações foram apagadas.
— O que diabos aconteceu aqui? — Indaga, desferindo um chute na mesa da sala. — Entre em contato imediatamente com nossos analistas e avise que eles têm trinta minutos para recuperarem as gravações dessas câmeras. Descubra com os seguranças presentes o que aconteceu! Têm alguma informação sobre o homem que prenderam? — Questiona, referindo-se ao homem imobilizado assim que chegaram.
— Ainda não, pode ser apenas um civil.
— Não seja ingênuo, Reynold. Observe o estado da minha filha. Onde está o Sr. O'Donnel?
— Meus homens devem estar chegando com ele. Verificarei com os seguranças o que aconteceu aqui.
Três horas depois, em um acesso de raiva, Ronald destroça tudo à sua frente, incrédulo com o que testemunhou na noite anterior. Os quatro seguranças estão amarrados em cadeiras, com os rostos ensanguentados, marcas visíveis da fúria de Ronald. Peter observa tudo em silêncio, sabendo que será o próximo.
— Por que fizeram isso? — pergunta, com lágrimas escorrendo, enquanto Reynold, de braços cruzados, observa o espetáculo.
— Não tínhamos conhecimento de que ela estava sob efeito de drogas, foi ela quem nos procurou. Foi somente esta manhã que o homem que estava com ela nos informou. — Responde um dos homens, levando um tiro na cabeça.
— Mentiroso. — Grita Ronald, explodindo em raiva. — É evidente o quanto ela está fora de si. Reynold, quero a cabeça de Alex Shaw Baker na minha mesa. Quero que ele sofra até a morte.
— Papai, o que está acontecendo? — questiona Nicole, com a voz fraca ao entrar na sala.
— Filhinha, volte imediatamente para a cama. — Ordena, aproximando-se e envolvendo-a num abraço firme.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...