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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 243

Quando os raios de sol invadiram o quarto, Sara despertou. Ainda estava com a cabeça no peito do marido e assim continuou, sem querer se mexer, com medo de que qualquer movimento a arrancasse daquele lugar que, naquela manhã, parecia ser o único lugar do mundo onde queria estar.

Ficou assim por um tempo, ouvindo o ritmo lento da respiração dele, traçando com os olhos cada detalhe do rosto relaxado pelo sono. Havia algo de diferente em Renato quando dormia, seu rosto parecia quase angelical.

Foi quando ele se mexeu.

Seus olhos se abriram devagar, piscando algumas vezes contra a claridade. Levou um segundo para focar e então a encontrou ali, de cabeça erguida, observando-o com um sorriso que ela nem tentou esconder.

— Bom dia! Quanto tempo você está me olhando? — perguntou ele, com a voz rouca do sono.

— Tempo suficiente — respondeu Sara, sem se arrepender.

Ele deu uma risada baixa, passou a mão pelo cabelo e a puxou para mais perto. O beijo que se seguiu começou devagar, com a preguiça gostosa da manhã, mas não demorou muito para que se intensificasse, como na noite anterior.

Quando finalmente saíram da cama, o sol já estava bem alto.

O caminho de volta para casa foi tranquilo, com as mãos entrelaçadas sobre o câmbio e pouca necessidade de conversa.

Léo os recebeu nos braços de Odete, com o olhar curioso e redondo de quem ainda estava descobrindo o mundo. Renato mal havia cruzado a porta e já estava agachado no chão, fazendo caretas e inventando sons sem o menor pudor, arrancando gargalhadas do filho.

Sara ficou parada na entrada por um momento, com a bolsa ainda no ombro, só olhando. O coração se aqueceu de um jeito bom.

Mas aquilo não demorou muito. O dia tinha seus compromissos, e Renato precisava trabalhar. Depois de um beijo demorado em Léo e outro na esposa, ele se arrumou e saiu.

A casa ficou mais quieta, mas não vazia. Sara conhecia bem aquela janela de tempo. Léo tinha o sono certo, toda manhã, depois da mamada, mergulhava numa soneca longa e profunda que parecia desafiar qualquer barulho. Era o momento dela, e ela havia aprendido a não desperdiçá-lo.

Pegou o caderno, abriu o material no computador e se acomodou na mesa da sala. Lá fora, a manhã seguia o seu ritmo, alheia a tudo. Mas ali dentro, enquanto o filho dormia e a casa respirava devagar, ela estudava, construindo, tijolo por tijolo, o futuro que havia decidido não abrir mão.

Algumas horas depois, Odete apareceu na sala, com uma xícara de café.

— Toma — disse ela, pousando o café sobre a mesa. — Para relaxar um pouco.

Largando a caneta, Sara envolveu a xícara com as duas mãos, sentindo o calor se espalhar pelos dedos.

— Obrigada, Odete. Eu precisava — suspirou. — Estou morrendo de sono.

— Por que não dorme um pouco, então? — A mulher perguntou com simplicidade, como se a resposta fosse óbvia.

— Não posso. — Sara balançou a cabeça, voltando os olhos por um instante para o material aberto à sua frente. — Não quero me acomodar e acabar esquecendo do que planejo para mim.

Odete não insistiu. Conhecia bem aquela determinação no rosto da moça, era do tipo que não adiantava contrariar. Assentiu em silêncio e se sentou na cadeira ao lado, aproveitando a pausa com a naturalidade de quem já fazia parte daquela casa.

Por um momento, as duas ficaram assim, em silêncio, com o café e a manhã por companhia.

— Como foi ontem? — perguntou Odete, disfarçando a curiosidade com um pequeno sorriso.

243: Rotina diária 1

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