“O que você sabe? O amor verdadeiro não tem preço. Dinheiro não é nada quando se gasta com quem se ama”, alguém murmurou por perto.
“Haha, a Senhora Nadine é mesmo sortuda. O senhor Lock realmente a mima!”
...
Essas palavras chegaram aos ouvidos de Nadine.
Corando, ela cobriu o rosto e riu baixinho, lançando para Finn um olhar suave e cheio de afeto, tímido e encantador.
Ela irradiava como uma flor em plena primavera, enquanto ele permanecia frio e distante como o gelo. Juntos, atraíam todos os olhares do salão.
Nadine saboreava cada segundo, relaxada e satisfeita com a atenção.
E, é claro, não perdeu a chance de lançar a Tess um olhar provocante e cheio de triunfo.
E daí se eles ainda são casados?
Está mais do que claro quem o Finn realmente valoriza!
Se ela tiver um mínimo de juízo, irá recuar logo, em vez de me desafiar e tornar tudo pior pra ela!
Tess percebeu o desafio no olhar de Nadine, que ergueu o queixo e o inclinou levemente, como se o repousasse no ombro de Finn.
O corpo alto e firme do homem se transformou, aos olhos dela, num muro intransponível, uma montanha que a sufocava.
Tess mordeu o lábio com força, sentindo o gosto metálico do sangue na garganta, enquanto lágrimas ardiam em seus olhos.
A avó nunca gostou de Nadine, a garota nunca demonstrou respeito ou gentileza por ela, então, como poderia valorizar o colar que lhe pertencia?
Um arrepio gélido percorreu o coração de Tess.
O tecido de seda rosa de seu vestido grudava em sua palma úmida, refletindo o quanto seu espírito estava quase desfeito.
Ela se sentia fraca e miserável.
Aquele momento a atingiu como um tapa, obrigando-a a encarar a dura realidade.
O olhar dela ficou distante, e um sorriso amargo se formou em seus lábios.
Abel observava, com seu peito apertado, desejando poder abraçá-la e consolá-la com ternura.
De longe, Finn lançava olhares alternados para os dois.
Tess, será que você vai se arrepender disso?
Ele estalou os dedos, tentando conter a tempestade que se agitava dentro dele ao ver o olhar perdido dela.
Os quatro estavam presos em seus próprios pensamentos quando o leilão chegou ao fim.
Além do colar de pérolas, Tess e Abel não haviam feito mais nenhum lance.
Diferente do humor alegre de antes, ela agora tinha o rosto sério e distante.
Layla também parecia sentir o peso do momento, mas permaneceu quieta, como a mãe havia peço.
Quando o som final do martelo ecoou encerrando o evento, Layla soltou um pequeno gemido e estendeu a mãozinha gordinha para tocar o rosto de Tess.
Seus olhos brilhavam marejados, como se dissesse: “Mamãe, não fica triste. Estou aqui.”
A calma que Tess tentava manter se desfez por completo. Ela abraçou a filha com força, sentindo o cheirinho suave de leite, enquanto uma tristeza densa a envolvia.
O que foi que eu fiz pra irritar o Finn desse jeito?
Por que ele está me perseguindo, se tudo o que eu queria era o colar da vovó?
Será que um ano de prisão ainda não foi castigo suficiente?
Sei que ele sempre me desprezou, mas agora que estou disposta a deixá-lo em paz, por que ele continua me ferindo? Até onde ele pretende ir com essa vingança?
Por que ela está tão destruída assim?
Não.
Deve haver algo mais.

Algo me diz que o tio Finn e a Tess se conhecem bem demais… Talvez até tenham tido algo.
Será que o tio machucou ela?
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