Nadine olhava para Charles, sem saber o que ele diria em seguida.
“Então me diga, Sra. Nadine. Se você realmente tinha provas, por que não contou ao Sr. Lock assim que percebeu algo estranho? Por que esperou até que os segredos da empresa fossem vazados para se pronunciar?”
O olhar de Charles era afiado, cada palavra atingindo-a com força.
Finn, no entanto, sentiu o coração afundar.
Os olhos dele se moviam entre os dois, mas seus lábios permaneceram selados. Deixou que Charles conduzisse a conversa.
Nadine ficou atordoada por um instante, mas logo se recompôs. Respondeu com firmeza:
“Na época, achei apenas um pouco esquisito. Não sabia que Tess estava planejando algo assim.”
Seus olhos vacilaram levemente, revelando o cálculo por trás do tom calmo. Ela falava com indignação:
“Como ia saber que o Finn era o marido dela? Ela traiu o próprio marido só pra ajudar a empresa do amigo de infância! Se os segredos da empresa não tivessem sido vazados, jamais teria suspeitado que minha irmã estava passando informações confidenciais do Grupo Lock para o Max.”
As palavras saíam apressadas. Momentos antes, seu rosto pálido mostrava medo; agora, estava corado e impaciente.
A história parecia coerente, e o choque inicial de Finn diminuiu, embora apenas um pouco.
Um ano atrás, Tess realmente havia cometido um erro grave.
Mas ela já tinha pagado por isso. Desde que não voltasse a se envolver com Max, ele estava disposto a deixar o passado para trás.
“É mesmo?”
Charles soltou uma risada curta, despertando Finn de seus pensamentos.
Ele fixou o olhar em Nadine e falou devagar, com cada sílaba carregada de intenção:
“Então por que você estava monitorando Tess antes de tudo acontecer?”
Nadine congelou.
“Foi coincidência... Ou foi de propósito?”
Assim que as palavras deixaram sua boca, Finn levantou os olhos de repente. O olhar sereno de sempre se tornou cortante, intenso.
Ele encarava o rosto pálido de Nadine, e ela sentiu o coração parar.
Por um momento, o ar ficou pesado e silencioso, o tipo de silêncio que precede uma tempestade.
“Sr. Lock! Sr. Lock!”
Uma batida repentina na porta quebrou o clima tenso.
Zane suava frio. Lançou um olhar para o semblante sombrio de Finn e foi abrir a porta com cuidado.
Quem ousaria interromper num momento como aquele?
Quando a porta se abriu, um rosto conhecido apareceu. O homem estava curvado, apoiando as mãos nos joelhos, ofegante.
“Felix? Você abandonou o posto sem autorização?”
Zane o repreendeu.
O segurança arfava, mas ignorou a bronca. Criou coragem para encarar Finn e disse:
“Sr. Lock! A Sra. Lock... Ela...”
“O que aconteceu com a Sra. Lock?”

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