O olhar de Finn ficou sério quando ele deu um passo à frente e tomou o celular das mãos dela.
Bastou uma olhada... Ele entendeu que Tess já tinha descoberto tudo.
“Já mandei resolver. Todas as fotos da Layla vão ser apagadas”, disse ele, virando o aparelho com a tela pra baixo e colocando-o sobre o criado-mudo.
“Você sabe quem fez isso?”
Tess ergueu a cabeça pela primeira vez. A voz estava rouca, com um tom gélido.
Ele hesitou diante daquela reação, a preocupação passando rapidamente pelo rosto antes de negar com a cabeça. “Ainda não.”
“Então investigue a Nadine e a Sydney.”
Os olhos dela se fixaram nos dele, como se esperassem pela reação que viria.
“Nadine?”
A testa dele se franziu, mas um único olhar para o rosto abatido dela o fez engolir qualquer resposta.
“Já pedi pro Zane cuidar disso. Você só precisa descansar.”
Aos ouvidos de Tess, aquilo soou como uma defesa à Nadine.
Ela soltou um sorriso frio, irônico, e se recostou.
Os ombros afundaram no travesseiro, deixando-a ainda mais frágil à primeira vista.
Mas, ao virar o rosto, a expressão tensa se transformou em algo firme, decidido.
“Tess...” Finn franziu a testa, desconfortável com a resistência dela. Estava frustrado.
“Meu vestido foi feito sob medida. Não tem etiqueta de marca. Mesmo assim, a internet inteira está dizendo que usei uma cópia da Cavrielle. Isso não é coincidência. A única forma de saberem disso é se viram a caixa do vestido lá na casa. A Sydney passou pela porta do meu quarto. Naturalmente, ela e Nadine são minhas principais suspeitas.”
Ela fez uma pausa, a voz calma e fria. “E agora, logo depois desse escândalo, as fotos da Layla aparecem em todo lugar. Conveniente demais, não acha?”
Tess fechou os olhos. A voz era serena, mas cada palavra cortava com precisão.
Cada frase fazia sentido, medida e clara.
Finn ficou imóvel por um instante. Quando voltou a olhar pra ela, tudo o que viu foi aquele rosto pálido, os olhos ainda fechados.
Ela parecia uma orquídea com o caule quebrado, ainda nobre, ainda firme, mas desgastada por tantas tempestades.
Os dedos dele se contraíram; o coração, que sempre julgou frio, apertou.
Parte dele queria atravessar o espaço entre os dois, puxá-la pra si, prometer que acabaria com tudo aquilo, que ela não precisava se preocupar.
Mas a distância entre eles parecia um abismo impossível de cruzar.

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