Embora as palavras de Nadine soassem como uma tentativa de esclarecer, seus gestos pareciam ansiosos para que os outros entendessem o contrário sobre ela e Finn.
Tess percebeu cada detalhe.
Naquele instante, tudo se tornou perfeitamente claro.
Ela se deu conta de como foi realmente tola um ano atrás.
Como pôde permitir que algumas pequenas humilhações a destruíssem tanto, a ponto de fazê-la chorar noite após noite, mergulhada em tristeza sem fim?
Erguendo o queixo mais uma vez, Tess virou-se e foi embora sem dizer uma palavra.
Marc, que havia assistido a toda aquela cena sem entender direito o que acontecia, a seguiu animado. Connor vinha logo atrás, carregando os brinquedos e os lanches.
Se os executivos seniores da Cavrielle vissem aquilo, as piadinhas durariam semanas.
A área de desembarque onde estavam foi rapidamente esvaziada por Zane, usando o poder do ‘dinheiro’, deixando apenas Finn e seus seguranças para trás.
Olhando para o homem cujo rosto estava mergulhado em sombra e raiva, Nadine não pôde evitar o desconforto que tomou conta dela.
No instante seguinte, os dedos frios dele começaram a afastar os dela, um a um.
Finn apertou os lábios e saiu sem dizer nada, cercado pelos guarda-costas.
Só então Sydney se aproximou com cautela. Lançou um olhar incerto para a figura que se afastava. “Nadine, o Sr. Lock, ele…”
Nadine sentiu como se um buraco tivesse se aberto em seu peito, o vazio e a angústia crescendo por dentro. Ainda assim, ela engoliu em seco e murmurou: “Está tudo bem… Está tudo bem… Finn só está abalado por causa da Tess. Assim que ele se acalmar…”
Ela falava baixo, sem saber se tentava convencer Sydney ou a si mesma.
Sydney permaneceu em silêncio, mas seu olhar pousou em Nadine, e suas sobrancelhas se franziram levemente.
Ding!
O som da notificação do celular ecoou alto no espaço vazio.
Nadine pegou o telefone e, ao ver o nome ‘Finn’ na tela, seus olhos se iluminaram.
Um sorriso tomou seu rosto. Ela rapidamente mostrou o celular para Sydney, empolgada: “Viu só? Eu disse! Finn me mandou mensagem!”
Desbloqueou a tela, e o sorriso se alargou ainda mais ao ler: “Ele disse que vai participar do evento de caridade que a empresa tinha planejado. Quer ir comigo ao orfanato!”
Sydney se animou de imediato. “Sério? Então você estava certa! Quando o Sr. Lock toma uma decisão, ele mesmo dá o primeiro passo! Quanto à Tess, aquela mulher só consegue mexer com o humor dele por um tempo!”
Satisfeita com o elogio, Nadine endireitou as costas, exibindo-se.
Enquanto isso, no banco de trás do Maybach, Finn mantinha o semblante pesado e sombrio.
Zane, no banco da frente, não parava de enxugar o suor da testa.
Arriscou um olhar pelo retrovisor. “Sr. Lock, o senhor tem certeza de que quer mesmo fazer isso?”
Ele também esteve no local mais cedo, ajudando a dispersar a multidão e verificando os celulares das pessoas para garantir que ninguém tivesse gravado nada. Nesse meio-tempo, observou Finn e os outros algumas vezes e conseguiu juntar as peças do que havia acontecido.
O pior é que ele nem admite.

Como subordinado, Zane não teve escolha a não ser concordar. Mas, por dentro, pensava: Sr. Lock, o senhor é mesmo um caso perdido.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida e presa, ela voltou para se vingar