Tess estreitou os olhos com um leve sorriso, sua expressão era suave e inocente.
“Desculpe, do que está falando? Te fazer de idi*ta? Receio que não entendi muito bem.”
Seu tom era leve, quase gentil, o que só fez a fúria da outra mulher aumentar ainda mais.
“Você sabe muito bem...”
“O que eu sei exatamente?”, Tess perguntou com tranquilidade.
O rosto corado e furioso da mulher se refletia naqueles lindos olhos como em um espelho.
Ela congelou por um instante.
A raiva se transformou em constrangimento, mas antes que pudesse reagir, o guarda-costas segurou seu pulso com firmeza. O olhar de advertência dele era severo.
“Senhora, viemos a Aetheris para ver o Sr. Lock. Por favor, não cause problemas aqui”, ele sussurrou, com sua testa úmida de suor.
A garota podia ser impulsiva, mas normalmente não era tão imprudente. Se ela causasse um incidente ali, seria um desastre.
Ainda assim, quando seus olhos se voltaram para Tess, ele não pôde deixar de observar seu rosto por um momento a mais.
Não era difícil entender por que sua protegida havia se irritado. A mulher diante deles possuía aquela calma natural, o tipo que fazia qualquer pessoa parecer tola em comparação.
“Peço desculpas, senhora”, disse o guarda rapidamente, abaixando a cabeça em sinal de respeito.
Tess ergueu levemente o queixo, com um sorriso gentil.
“Está tudo bem. Embora a madame pareça um pouco exaltada. Imagino que não sejam de Aetheris, há uma ótima sorveteria logo ali. Talvez possam levá-la até lá para esfriar a cabeça.”
Sem sequer olhar novamente para eles, ela pegou sua bolsa e se afastou.
Ao se virar, um canto da manta em seus braços se moveu, revelando o rostinho redondo e rosado do bebê.
As palavras furiosas da jovem morreram em sua garganta. Seu olhar se fixou no rosto da criança, e sua expressão vacilou.
“Darius”, ela sussurrou, puxando a manga do guarda-costas: “Olhe para ela…”
O homem, Darius Crowe, seguiu a direção do olhar dela. No instante em que seus olhos pousaram no bebê, sua respiração falhou.
“Isso…”, murmurou, surpreso.
A mão da jovem se fechou com força. “Você também está vendo, não está? Ela é exatamente igual ao...”
Eles trocaram um olhar incrédulo, mas Tess já havia ido embora, carregando Layla para fora do shopping.
Para ela, o encontro não passou de um desagradável choque com uma estranha arrogante. Rapidamente, ela deixou aquilo de lado enquanto voltava para casa.
Mais cedo, havia visto algumas joias que poderiam servir como presentes adequados para Julia, elegantes e imponentes, embora um pouco conservadoras demais. Pelo que Tess havia ouvido, a idosa era conhecida por ser refinada e, ao mesmo tempo, surpreendentemente jovial. Depois de pensar um pouco, ela decidiu recorrer a Connor para algo feito sob medida.
Havia escolhido a andorinha por um motivo.


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