Layla soltou um pequeno gemido, seus olhos grandes e límpidos piscando com inquietação. Normalmente, qualquer som vindo da filha fazia Tess reagir de imediato, mas dessa vez, ela continuou completamente imóvel.
Finn ficou preocupado. Alarmado, deu um passo à frente para verificar o que estava acontecendo. No instante em que se aproximou, sentiu uma onda de calor emanando do corpo dela.
Endireitou-se, um lampejo de choque cruzando seu rosto.
Tentando se recompor, afastou o cabelo dela com cuidado.
As bochechas estavam coradas, e os lábios carnudos, entreabertos e de um vermelho incomum.
Havia algo estranho, quase sedutor, na forma como ela parecia. Os olhos de Finn se estreitaram. Sua mente voltou rapidamente à noite de um ano atrás, quando haviam perdido o controle.
Ele contraiu as pupilas.
“Reserve uma suíte na cobertura”, ordenou, em voz baixa e urgente.
Sem dizer mais nada, ele tomou Tess nos braços.
Zane ficou atônito, mas um rápido olhar para o rosto corado da jovem, foi suficiente para entender. Agiu de imediato.
“Calor...”, murmurou Tess.
Finn arrombou a porta do hotel com um chute e a deitou com cuidado sobre a cama.
O impacto pareceu despertá-la... Seus olhos se abriram ligeiramente, turvos e sem foco, fixando-se nele.
Finn congelou por um momento, sem saber o que fazer.
“Calor...”
Ela se remexeu inquieta, o corpo se contorcendo enquanto repetia a mesma palavra.
“Tess?”
A garganta de Finn apertou enquanto ele sussurrava o nome dela. Estendeu a mão e a sacudiu levemente pelo ombro, tentando despertá-la.
Mas tudo o que recebeu em resposta foi um leve franzir de testa, os cílios tremendo em irritação.
Ele mordeu o lábio.
Ela estava dr*gada, e o efeito parecia ser forte, a julgar pelo estado em que se encontrava.
O coração de Finn se agitou inquieto quando ele pousou a mão suavemente sobre a testa de Tess.
Estava em brasa.
Mas aquele simples toque pareceu trazer um alívio refrescante ao corpo febril dela. Seus olhos, antes turvos e desfocados, cintilaram com um traço de lucidez.
“Eu... Tô com calor...”
O sussurro rouco escapou dos lábios dela enquanto o corpo se movia inquieto, aproximando-se de Finn.
No instante em que o corpo dela tocou o dele, o frescor da pele masculina a fez soltar um suspiro suave e aliviado.
Mas aquele momento de conforto não durou muito. O simples contato já não era suficiente.
Os lábios dela se entreabriram em busca de ar, os olhos turvos e desfocados fixos em Finn com um anseio estranho e febril. Havia algo hipnótico em seu olhar, uma necessidade muda, um ímã de tentação.
Os olhos dele se estreitaram.
Havia apenas uma forma de dissipar aquele calor sem prejudicá-la.
E, afinal, ainda eram marido e mulher.
De algum modo, ele se inclinou lentamente para mais perto.
O perfume suave dela e o calor que emanava de seu corpo o envolveram, enevoando seu olhar com algo mais sombrio.

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