Seus olhos estavam vermelhos; o belo par de olhos foi umedecido pela chuva, coberto por vapor.
A voz estava tão rouca como se tivesse sido lixada por uma lixa, soando extremamente fraca.
A água da chuva molhou seu cabelo e suas roupas, deixando-o com um aspecto miserável. A camisa branca que ele vestia também estava um pouco suja e até tinha um cheiro desagradável.
— Como você ficou desse jeito?
Aimée ficou um pouco surpresa.
Jonas, na verdade, tinha um pouco de mania de limpeza. Bastava a sua roupa encostar em um pouco de sujeira que ele já podia jogá-la direto fora e nunca mais vestiria uma segunda vez.
Porém, neste momento, nas mangas, nas pontas e até mesmo em suas calças sociais, tudo estava meio imundo.
Quem visse, até acharia que ele tinha saído engatinhando do lixo.
Jonas teve certeza de que a pessoa na sua frente era realmente ela e se levantou emocionado: — Aimée, é você mesmo.
Ele estendeu a mão para tentar segurar o braço dela e até mesmo abraçá-la.
Mas Aimée reagiu rapidamente, deu um passo para trás e olhou para ele com cautela: — Fique longe de mim.
Sua guarda e cautela, e até o desgosto naqueles olhos frios, foram como um balde de água fria despejado em sua cabeça, fazendo Jonas congelar no lugar.
Só então ele acordou para o fato de que eles haviam terminado.
Sua Aimée não o queria mais.
Não, ela sequer o havia amado.
Tudo era uma farsa!
Um amargor indescritível subiu à sua garganta, e ele deu uma risada de si mesmo: — Eu... Eu estou mesmo um pouco sujo e um pouco fedorento, não é?
Por isso ela reagiu de forma tão brusca ao recuar.
Dizendo isso, ele parecia ser capaz de buscar um pingo de conforto para si mesmo.
Aimée franziu a testa: — O que você veio fazer aqui no meio da noite?
— Meu isqueiro sumiu.


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