Matteo
Fico observando o avião decolar e meu coração aperta, não sei o motivo para ela estar indo embora, mas jamais a deixaria aqui, sabendo que ela poderia sofrer.
Quando não vejo mais o avião, pego meu celular e faço uma ligação:
— Oi, ela já está a caminho.
— Acha que ela está preparada psicologicamente para me ver?
— Sinceramente, não está. — Digo sincero e preocupado com Stella e os bebês.
— Ela está grávida, de gêmeos, acabou de sofrer um acidente, mesmo que esteja fisicamente bem, seu psicológico está abalado.
— Mas o que aconteceu? Ela não está feliz com o tal do Eduardo?
— Sim, mas alguma coisa aconteceu. E graças a Deus eu estava na rua naquele momento, se não fosse eu, talvez ela estaria morta agora. — Digo sentindo um arrepio na espinha.
— A desgraçada que provocou o acidente está morta? — Sinto um medo me corroer, nunca escutei sua voz tão dura.
— Estou cuidando disso, eu prometi que cuidaria dela e do irmão.
— Não está fazendo seu trabalho direito, já que ela quase sofreu um acidente e o irmão está se recuperando de.um atentado.
— Seria mais fácil se eu pudesse revelar quem eu sou. — Bufo irritado.
— Sabe que não é o momento ainda.
— Eu juro que não te entendo! Como consegue? Não sente saudades?
— Preciso desligar, se cuide. Te amo pimpolho.
Então a ligação é encerrada e fico frustrado sem resposta de novo.
…
Eduardo
O dia está amanhecendo e nada da Stella.
Já procurei nos hospitais, nos necrotérios e dela.
Sei que ela não foi para casa, pois Poliana teria me avisado, então mesmo sem dormir dirijo até Hinghan, chego na casa da Emma já está amanhecendo, ela atende a porta e leva um susto ao me ver.
— O que faz aqui? Onde está Stella?
Ao ouvir sua última pergunta, minhas esperanças se esvaíram ao vento como folhas secas no outono.
Começo a chorar sem vergonha de me expor para eles, pois o Léo já estava ao lado de Emma. Pego a ultrassom do bolso do meu paletó, Emma coloca a mão na boca.
— Merda.
— Fala porra, onde está a minha irmã. — Léo pergunta irritado e preocupado com Stella.
— Eu não sei, ela… ela entendeu tudo errado e fugiu de mim. — Falo entre lágrimas.
— Entre logo, daqui a pouco o jornal local vai te ver.
— Jornal? Quem chamou o jornal? — Pergunto procurando repórteres na rua.
— Não sei idiota, isso é coisa de cidade pequena, entra logo. — Leo fala.
Entro na casa com lágrimas nos olhos, por onde olho vejo Stella.
— Conta logo, o que aconteceu depois que sai de Boston. — Emma diz apreensiva.
— Eu não sei ao certo, conversei com ela pelo telefone, ela disse que você já tinha ido, eu falei que sentia muito, pois a Bella quero almoçar com você, então ela falou que ia almoçar com a Paloma e depois ia para casa do ar comigo, já que eu ia trabalhar de casa. Quando desliguei, Lily entrou nervosa, nós discutimos.
— Quem é Lily? Você estava traindo minha irmã? — Léo apoia no sofá e acerta uma de suas muletas em mim.
— Não, claro que não, eu amo sua irmã, Lily é a irmã mais nova do meu melhor amigo, conheço praticamente desde que nasceu, a tinha como irmã.
— Tinha? — Emma pergunta com uma de suas sobrancelhas arqueada e os braços cruzados no peito. — Onde Stella entra nessa história.

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