Michael
Estava tentando acalmar minha mãe, quando meu pai passou pela porta da sala. Eles são como um casal de novela, apaixonados e qualquer um que os vê juntos, sonha em um dia ter um relacionamento como o deles, menos. Não quero me casar! Isso não é para mim.
— O que aconteceu, meu amor? — Ele diz abraçando-a.
Me afasto um pouco, enquanto ele seca as lágrimas dela com carinho.
— Sua filha vai me deixar louca! — Ele olha para mim confuso enquanto nego com a cabeça.
— O que Liliane aprontou para deixar sua mãe neste estado? — Papai pergunta irritado.
Conto para ele, tudo o que Lily fez até agora.
— E por que não me ligaram? Como está o Eduardo? E a garota, já encontraram?
— Infelizmente não a encontraram ainda pai, e Edu está doido atrás dela. — Respondo.
— Onde está Lily? — Ele pergunta sério.
— No quarto dela, deve estar se vitimizando porque dei um tapa nela. — Minha mãe responde chorosa.
— Deixa comigo, vou falar com ela. — Meu pai segue para as escadas, eu o sigo, mas tenho em mente que não devo me envolver.
— Liliane, abra a porta. — Ele diz em um tom ameno, que não condiz com suas feições.
— Não acredito que foram te perturbar por isso! — Ela grita frustrada.
— Abra a porra da porta, se não vou derrubá-la.
Ela abre a porta e eu me assusto, seu quarto estava totalmente destruído. Vidros de perfumes, maquiagem, computadores, e muitas outras coisas estavam jogadas ao chão.
— Que merda você tem na cabeça? Olha a bagunça que está esse quarto. — Nosso pai grita irritado com ela.
— Estava nervosa, e o que tem, depois compro tudo novo. — Eu não reconheço minha irmã, ou melhor, acho que nunca a conheci de verdade. Ela é mesquinha e mimada demais.
— O quê? Me responde uma coisa Liliane, você trabalha? — Nosso pai pergunta.
— Não seja ridículo, sabe a resposta.
— Como ousa falar assim comigo? CHEGA LILIANE! ACABOU A MORDOMIA. EU NÃO SOU A PORRA DE UM CARRO FORTE.
— O que quer dizer com isso? — Lily pergunta com receio.
— A partir de amanhã você começa a trabalhar na empresa, e vai começa de baixo. Trabalhará no controle de entradas e saídas, e se fizer alguma coisa errada te coloco na faxina, seus cartões de crédito me dê todos.
— O quê? Não! O senhor não pode fazer isso!
— Não só posso como vou, você quer dinheiro, trabalhe e ganhe o seu! E aí de você, se eu souber que destratou alguém, eu juro que desconto cem dólares do seu salário a cada reclamação e te mando para a filial da Tailândia. — Nunca vi meu pai agir assim, ele está muito nervoso, suas veias do pescoço saltam, ele está vermelho.
— Sou sua filha! Não pode me colocar na recepção! — Ela reclama manhosa.
— Não, você é uma garota mimada que precisa aprender a ser mulher, e parar de agir como adolescente. Ou trabalha, ou não tem dinheiro.
Tenho que segurar a risada, a cara de Lily está sendo a melhor, e pode ter certeza que atormentarei ela.
— Minha decisão está tomada, esteja pronta às seis e trinta, nenhum minuto a mais. Anda menina me entregue seus cartões, ah e a chave do carro.
— O quê? Não! — Ela diz incrédula.

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