Eduardo
— Quem é, Leonardo? — Encosto o carro com urgência, sentindo meu coração disparado, enquanto olho fixamente para Léo.
— Ela não está aqui. — Léo responde cabisbaixo, evitando meu olhar.
— Por que está dizendo isso? É ela? Na mensagem? — Pergunto desesperado, minha voz tremendo, enquanto Léo baixa a cabeça, incapaz de falar.
Arranco o telefone das mãos de Léo e leio a mensagem repetidamente, sentindo cada palavra pesar como uma pedra em meu coração.
Número desconhecido:
Oi, maninho.
Tenho certeza que Eduardo já passou por aí, mas não quero que fique preocupado, estou bem! Só preciso respirar e pensar no que vou fazer. Nunca se esqueça que te amarei para sempre, meu porqueira preferido!
Amo vocês!
Beijos no coração!
Uma onda esmagadora de dor e desespero me consome. Apoio os cotovelos no volante e choro copiosamente, meu corpo tremendo com os soluços.
— Deus, como vou recuperar minha garota? Não faz isso comigo, traz ela para mim! Por favor, traz ela de volta… — sussurrando entre lágrimas.
Léo, tentando me confortar, dando algumas batidinhas no meu ombro, mas vejo a tristeza nos olhos dele, mostrando que ele também está sofrendo.
Meu celular apita com uma ligação. Atendo automaticamente, sem ver quem é, agarrando a frágil esperança de ouvir a voz de Stella do outro lado.
— Alô
— Senhor Eduardo? Aqui é o Alex, o segurança, que foi designado a proteger a pequena hoje. Preciso falar com o senhor urgentemente sobre a Bella.
— O que houve, Alex? A Bella está bem? — Pergunto preocupado que possa ter acontecido algo com minha filha, eu não ia aguentar mais uma dor.
— Senhor, houve um incidente. A senhora Anabelle deu um tapa no rosto da Bella. Não sei o motivo, pois estava a uma distância segura, para lhe dar privacidade, mas assim que levou o tapa Bella saiu correndo, e eu a segui para garantir sua segurança. Agora estou com ela no meu colo chorando, em uma sala de cinema, para evitar que a avó a encontre.
— O quê? A Anabelle fez o quê? Eu não acredito! Como ela teve a coragem de fazer isso com minha filha?! — Aperto o volante com as mãos, imaginando ser o pescoço de Annabelle, agora ela foi longe demais, como ela ousa tocar em minha filha.
— Senhor, eu entendo sua raiva. A Bella está assustada, mas está segura comigo. Estamos na sala três do cinema, pedi que isolassem a área e a senhora Anabelle não sabe onde estamos. Deve estar procurando a pequena pelo shopping. O que o senhor quer que eu faça agora?
— Fique com a Bella e mantenha essa mulher longe dela! Estou indo para aí agora! Diga à Bella que o papai está indo buscá-la e que ninguém vai machucá-la mais. Entendeu? Em que shopping estão?
— Sim, senhor Eduardo. Avisarei a Bella e garantir que ela fique segura até o senhor chegar. Estamos no Pruden. — Não deixo terminar, já sabendo para onde devo ir.
— Muito bem, sei qual é. Não deixe a Anabelle se aproximar dela de jeito nenhum! Estou a caminho.

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