Stella
Acordei com o cheiro suave de comida, e meus olhos, ainda pesados pelo sono, se abriram lentamente. Ao me espreguiçar, vi Edu encostado no batente da porta do banheiro, com os braços cruzados e um sorriso suave nos lábios.
Ele usava uma camisa branca com os botões um pouco aberto, mostrando o seu peito, as mangas da camisa estavam dobradas, mostrando seus braços fortes, arfei com a vista, “Como pode ser tão lindo!”
— Dormi muito? — perguntei, tentando afastar a preguiça da voz.
Ele se aproximou com uma bandeja nas mãos, um olhar carinhoso, e disse:
— Não, minha vida. Fica tranquila. Preparei isso para você. — Ele se inclinou e me deu um selinho.
Fico surpresa e emocionada com o seu gesto. O cheiro delicioso faz meu estomago roncar e ambos sorrimos.
— Você cozinhou para mim?
Era difícil de acreditar, já que ele não era exatamente um mestre na cozinha.
Ele riu, divertido e falou:
— Sim, estive treinando para te surpreender. Confesso que queimei muitas panelas, deixei a cozinha um caos, e a Abi louca, mas valeu a pena.
Peguei um garfo de macarrão, ainda cética, e quando o sabor se revelou, um sorriso sincero brotou em meu rosto:
— Está uma delícia. Parabéns, meu amor! — elogiei, realmente impressionada.
Ele riu, ainda desconfiado:
— Está mentindo!
Olhei em seus olhos, desejando que ele visse a verdade refletida nos meus olhos:
— Não estou, não. Está mesmo delicioso.
Ainda brincando, mas com um toque de seriedade, ele respondeu:
— Que orgulho, então. Receber elogio de uma chef como você…
Ri, aproveitando o momento leve, mas logo perguntei:
— E você, não vai comer?
Ele balançou a cabeça, e percebi uma mudança no tom:
— Não estou com fome, mas precisamos conversar.
O peso em sua voz fez meu coração acelerar, mas tentei manter a calma:
— Também acho, mas deixa eu terminar de comer primeiro, por favor.
Ele assentiu, pacientemente, e quando terminei, a seriedade voltou a dominar o ambiente:
— Preciso te contar sobre a conversa que tive com a sua avó.
Enquanto ele me contava, o choque e a dor se instalavam em mim. Cada palavra era como uma lâmina cortante, e senti uma mistura de indignação e tristeza crescendo dentro de mim.
— Meu Deus… Como ele pôde fazer isso? Como ele pôde machucar a sua própria família assim? — minha voz saiu trêmula, refletindo a tempestade interna.
Ele concordou, o olhar tão pesado quanto o meu coração:
— Por isso acho que devemos voltar para casa. Antes que essa briga nos engula também.
Entreguei a bandeja a ele, já satisfeita, mas tentando processar tudo aquilo, uma angústia diferente crescia em meu peito, eu me preocupava com minha “avó”.
— Tem mais uma coisa… — comecei, hesitante. — Lily… Ela me preocupa tanto. O que vi, o que ouvi… Doeu demais Edu.
Antes que eu pudesse continuar, ele colocou suavemente os dedos sobre os meus lábios, tentando me acalmar:
— Shiuuu… Amor, eu sei o que você viu. É verdade, mas não do jeito que você imagina. Eu disse que a amava, sim, mas como uma irmã, como o Léo te ama. Meu coração já era seu, eu só fui burro de não te contar. Amor ele só b**e por você e nossos filhos, porque a Bella é sua também! Você sabe que ela te ama.
— Sim, eu a amo muito também! — Digo sincera, ele sorri com minha declaração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.