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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 24

Caroline Hart

O som dos passos no corredor me fez congelar.

Fechei o caderno com pressa, as mãos trêmulas, o coração disparado.

As palavras continuavam rodando na minha cabeça. Eu não sabia o que significavam, mas sabia que pertenciam a um mundo que eu nunca tinha tocado — até agora.

Dei dois passos para trás.

Não deu tempo de fugir.

A maçaneta girou, e Damon entrou no escritório.

A luz do fim da manhã cortava seu rosto em sombras.

Seus olhos — tão azuis — cravaram nos meus por um instante.

Depois, desceram para o caderno ainda aberto sobre a mesa.

Quando voltaram para mim, já não eram só olhos de homem.

Eles carregavam um brilho diferente.

“Você mexeu nas minhas coisas.”

A voz dele saiu baixa… mas havia um ronco por baixo, como se o som tivesse sido empurrado por algo mais profundo que apenas raiva.

Tentei parecer firme. Mas falhei.

“Você me deixou com perguntas, Damon.”

Ele avançou um passo. Os músculos do pescoço estavam tensos. As veias saltadas no antebraço.

Havia algo nele que parecia... prestes a quebrar.

“E você achou o quê? Que ia encontrar respostas vasculhando o que não é seu?”

“Eu achei um título,” rebati, erguendo o queixo. “Um que me fez questionar tudo: linha de sangue. Alfa. O que significa isso?”

Ele parou a um passo de mim.

E então, como se o controle deslizasse pelas mãos dele, os olhos escureceram.

De verdade.

Por um segundo, brilharam âmbar, e eu prendi a respiração.

Que porra era aquela.

“O que você está escondendo de mim?” sussurrei.

Ele rosnou. Um som de verdade.

Baixo. Raspado. Que veio de dentro do peito.

Minhas pernas fraquejaram, mas continuei ali, parada, firme.

“Você não sabe o que está fazendo, Caroline.” A voz dele agora tremia de contenção. “Não devia estar aqui.”

“Então me explica! Me conta o que está acontecendo! Eu tô cansada de ser tratada como alguém que não merece saber da própria vida!”

Ele girou bruscamente, dando as costas para mim.

As mãos nos cabelos, o peito arfando.

“Você não entende, porra!” ele rugiu, batendo a mão na estante ao lado. Os livros tremeram. A parede estalou.

O som me fez dar um pulo para trás.

Ele virou de novo, o rosto ofegante, a pele marcada de suor. Os olhos… ferozes.

“Eu tô tentando te proteger de coisas que você não tem ideia de como funcionam, eu tenho demônios, que você não quer conhecer.”

“Todos nós temos Damon...,” sussurrei, com a voz falha.

“ÓTIMO. ”

O grito ecoou.

E depois veio o silêncio.

Ele fechou os olhos. Respirou fundo. Longamente.

Quando abriu de novo, os olhos estavam azuis.

Calmos. Quase tristes.

“Vai embora do meu escritório, Caroline.”

Engoli em seco. “Você está me expulsando?”

“Não. Estou te dando a chance de sair... antes que eu perca o resto do controle que ainda me resta.”

Ele se aproximou, o peito subindo e descendo com força. As veias do pescoço saltavam, os olhos brilhando de novo com aquele tom âmbar animalesco.

“Você não entende,” ele rosnou. “Isso não é um jogo. Não é drama de casal. E definitivamente não é lugar para você.”

“E por que não seria, Damon? Me fala!” retruquei, sem recuar. “Você vive dizendo que está me protegendo, mas nunca me diz de quê!”

“Porque você é só uma cozinheira!” ele explodiu. “Você não faz ideia do que está envolvida, do que está mexendo, do que eu sou!”

A frase caiu como um tapa.

24. Ataque 1

24. Ataque 2

24. Ataque 3

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