Caroline Hart
Corto caminho pelos arbustos da floresta enquanto Elizabeth e Gael correm como loucos a minha frente. Eles estavam brincando de se esconder, e Gael fingia ser o Alfa de toda aquela matilha.
"Calma crianças não vão muito longe." gritei tentando me aproximar mais deles."
Nossa vida mudou um pouco. Eu havia aberto uma franquia de reestaurantes, com o lucro dos outros, Damon continuava liderando a matilha e sua construtora com o mesmo fervor de sempre.
Três anos se passaram... longos três anos onde eu era completamente feliz com o amor da minha vida.
"Meu Deus." Magie sussurrou respirando fundo." Só em pensar que daqui há alguns anos serei eu correndo atrás de crianças."
"Você vai dar conta." eu sorri acariciando a enorme barriga de grávida dela."
"Será? As vezes acho que nasci somente para os negócios,filhos não são o meu forte."
"Quando viramos mães, apenas... Viramos. Não sei explicar."
"Eu nem pari e Victor quer mais filhotes." revirou os olhos."
Eu me sentei em frente ao lago e observei os meus filhotes correrem livres e saudaveis. Os fios de cabelos dourado de Elizabeth voavam junto ao vento, e eu sorria vendo os dois brigarem por causa de um pedaço de graveto.
Talvez essa fosse a vida ideal.
A vida que eu sempre sonhei para mim. Uma familia, sucesso na carreira, e o principal, uma chance no amor.
Enquanto eu observava o céu, uma mão quente tocou minhas costas.
"O que uma bela loba faz perdida?"
"Que susto Damon." sorri e o encarei." O que faz aqui? Achei que estava na construtora."
"Um dos clientes cancelou a reunião, e eu senti falta das crianças."
"Hmm." fiz bico." Só das crianças?"
"Talvez...eu tenha sentido de uma garota que se chama Hart."
"Nossa, então ela é bastante sortuda por ter um Alfa desses."
"É. Ela é."
A floresta estava quente, o verão invadia Narrowsburg como a sua propria casa. A vida era boa aqui. A floresta nao era mais perigosa, nossa vida não era mais amaldiçoada, e por mais que eu ainda temesse o futuro, eu sabia que ele estaria ao meu lado.
"Havia uma correspondencia para você." ele me encarou." Assim que cheguei, eu não quis abrir."
Eu o encarei com naturalidade.
"É dos restaurantes?" perguntei." Não estou afim de lidar com negócios hoje.
"É do seu pai, Hart."
Engoli o seco. Meu pai. Há quanto tempo não tocamos nesse assunto aqui.
"Como assim..."
"Não sei, parece que foram os advogados que enviaram."
Dei um suspiro longo e pesado. Richard Lancaster partiu a três anos, anos em que minha vida decolou, anos em que eu fui realmente feliz, e que por um momento eu não lembrei de todas as barbaridades, a morte de Zion, tudo que eu tive que fazer para sobreviver..
Encarei o arame farpado que cercava as propriedades da floresta, enquanto o sol da tarde se espalhava ecoando os risos das crianças.
"Eu não sei se..."
"Hart querida. Você decide se abre ou não."
Voltamos para casa, e o ambiente familiar já me acalentava. O cheiro do ar fresco da floresta misturado com o perfume das flores que Damon sempre mantinha ao redor da mansão era reconfortante. Mesmo com todos os desafios que enfrentamos ao longo dos anos, esse lugar sempre foi meu refúgio, nosso refúgio. Damon havia transformado aquela mansão de modo que fosse mais do que apenas um lar; era um símbolo de nossa jornada juntos, das vitórias e dos recomeços.
"Acho que você vai adorar o que fiz com o jardim, Hart", disse Damon, seus olhos brilhando com a empolgação de um garoto mostrando o que fez de novo. "E a obra da piscina... nem te conto. Fui além na criatividade como sempre."
Eu ri, sentindo meu coração mais leve. "Ah, não me diga que você fez outra obra grandiosa. Você não aprende, não é?"
"Eu aprendo, mas sempre posso fazer algo mais... especial para você."
Entramos na mansão e, ao cruzar a porta, fui recebida por Daiana, que abriu um sorriso largo ao nos ver. Ela ainda trabalhava ali, com a mesma dedicação de sempre, e eu sabia que ela era parte importante daquela rotina, ainda mais agora que tínhamos tanto a celebrar.
"Bem-vindos de volta Alfa, Luna", Daiana disse com um tom acolhedor, e eu pude ver a familiaridade no seu olhar. "Vou preparar um café para vocês, ou talvez um chá?"
Damon sorriu para ela. "Nada disso, Daiana. Apenas leve os filhotes para a babá por favor."Ela acenou, embora parecesse querer ajudar com algo, mas não insisti. Em casa, todos sabiam que os pequenos gestos de Daiana já falavam por si.
"Sua irmã ligou Luna."
Eu não havia acostumado com todos da matilha me chamando assim, mas uma hora ou outra, eu iria me acostumar. Hoje eu não era mais a humana odiada por todos, era parte da familia deles, parte do coração da alcateia.
"Como ela está? Deixou algum recado."

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