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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 20

Caroline Hart

O primeiro sentido que me acordou foi o calor.

O calor do corpo dele, do quarto, da pele ainda sensível da noite que compartilhamos.

Abri os olhos devagar.

O teto acima de mim era diferente.

Mais alto. Mais escuro.

O aroma do ambiente era inconfundível — madeira, fumaça e o cheiro inebriante que eu começava a associar a Damon Thorn.

Demorei alguns segundos para entender onde estava.

No quarto dele.

Damon estava deitado de lado, um braço pesado jogado sobre minha cintura, como se até inconscientemente quisesse me manter perto.

Meu olhar deslizou por ele sem pudor.

A pele bronzeada sob a luz fraca, o cabelo bagunçado, a expressão relaxada — tão diferente do homem que eu conhecia acordado.

E então vi.

No ombro dele, descendo pela lateral do braço, uma tatuagem.

Não era um desenho comum.

Era uma lua cheia, envolta por marcas tribais — símbolos rústicos, quase primitivos, que pareciam vibrar com a respiração dele.

Meus dedos, guiados por vontade própria, tocaram a pele aquecida.

Segui a linha da tatuagem devagar, traçando as curvas da lua, tentando entender o que aquilo dizia sobre ele.

Damon murmurou algo no sono — um som baixo, rouco, quase um ronronar.

Um arrepio subiu pela minha espinha.

Fechei os olhos.

O que eu estava fazendo?

Lembrei da decepção que ainda ardia em algum canto escondido do meu peito.

Zion.

O nome ainda era uma ferida aberta.

Ele tinha me traído.

Me usado.

Me destruído.

E agora... eu estava me entregando para um homem que eu mal conhecia.

Cercado de mistérios.

De perigos.

Engoli em seco, a culpa se misturando ao desejo de ficar.

Me mexi levemente, tentando sair de debaixo do braço dele.

Mas antes que eu conseguisse, Damon me puxou de volta, apertando minha cintura.

Seus olhos se abriram, lentos, como se me sentissem antes mesmo de me ver.

Ele me olhou, e por um segundo, o mundo ficou silencioso.

"Fugindo Hart?" a voz dele saiu rouca, ainda pesada de sono.

Sorri sem graça, mordendo o lábio.

"Não... só tentando respirar."

Ele soltou uma risada baixa, quase sem humor, e me puxou ainda mais para perto, a testa encostando na minha.

"Pode respirar aqui," ele murmurou, a voz grave vibrando contra meu peito.

Ficamos assim, apenas respirando o mesmo ar, os corações batendo num compasso estranho.

Até que ele fechou os olhos novamente e soltou um suspiro profundo.

"Continuo tentando entender o que você fez comigo."A confissão veio num sussurro, como se ele nem soubesse que tinha falado em voz alta.

Eu poderia ter dito algo.

Poderia ter perguntado mais.

Mas não.

"Algumas coisas..." ele disse, a voz baixa, carregada de algo que eu não consegui decifrar, "devem permanecer no escuro um pouco mais."

Eu queria discutir.

Queria pedir que ele confiasse em mim.

Mas quando os olhos azuis dele encontraram os meus, tudo dentro de mim silenciou.

Havia um pedido ali.

E um aviso também.

Em vez de palavras, foi o toque que falou.

Damon passou os dedos pela minha bochecha, pelo contorno do queixo, e então me beijou.

Foi um beijo diferente do da noite anterior. Eu acho que um beijo como aquele, você só encontraria uma vez na vida, e era isso que eu estava sentindo.

Ainda urgente.

Ainda faminto.

Mas havia algo mais agora.

Não era como a primeira vez que nos conhecemos naquele bar de esquina e transamos, era diferente. Meu coração batia forte.

Nos separamos devagar, como se fosse errado interromper aquele momento.

Nenhum de nós disse nada.

Só o olhar dele preso ao meu, como se tentasse gravar cada traço do meu rosto.

Meu peito doía, mas eu sabia que precisava sair dali antes que me perdesse de vez.

Peguei a camisa dele jogada perto da cama e a vesti rapidamente.

Abri a porta com cuidado.

Antes de sair, ainda de costas para ele, sussurrei:

"Eu vou fazer o café da manhã e ir para minhas obrigações, antes que Daiana perceba a minha falta."

E então desapareci no corredor, com o coração martelando no peito.

Correndo não só do que ele era... Mas as fotos ainda mexiam com minha mente, e eu iria descobrir do que se tratava.

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