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Meu Marido é o Pai do Meu Ex romance Capítulo 10

Capítulo 10: Eu já tenho uma.

Katherine

Acordei sentindo meu corpo dolorido por causa do esforço da noite anterior, mas, estranhamente, havia uma leveza no meu peito que eu não sentia há anos. Me levantei devagar, me apoiando nos cotovelos.

O homem que tinha me proporcionado a melhor noite da minha vida estava de pé, perto da janela, falando ao telefone com um tom de voz firme e decidido.

Assim que ele encerrou a ligação, caminhou de volta até a cama. Ele se sentou ao meu lado, me puxou para um beijo calmo e insistiu para que eu explicasse a minha história.

Eu não tinha mais nada a perder. Depois da entrega total que tivemos naquela cama, tentar me esconder ou fingir qualquer tipo de orgulho parecia ridículo.

Só que, assim que terminei de desabafar sobre o meu pai, a agência e o testamento da minha mãe, ele jogou uma verdadeira bomba sobre o meu peito:

— Se eu dissesse que estou disposto a me casar com você, Katherine... você estaria disposta a se casar comigo?

No primeiro momento, meu cérebro processou aquilo como uma piada de extremo mau gosto. Uma risada nervosa ameaçou escapar da minha garganta, mas quando olhei diretamente nos seus olhos cinzas e vi a seriedade absoluta que eles refletiam, minhas palavras travaram.

— Você... você está falando sério? — perguntei, a voz falhando.

Ele deu um sorriso sutil de canto e assentiu.

— Sim. Muito sério.

Me sentei na cama em um pulo, o lençol escorregando um pouco pelo meu corpo.

— Mas eu nem sequer sei o seu nome! Nós... nós mal nos conhecemos!

Com uma delicadeza que me deixou desarmada, ele esticou os dedos longos e afastou as mechas de cabelo que haviam caído sobre o meu rosto, colocando-as atrás da minha orelha.

Ele era tão atencioso. De um jeito protetor e carinhoso que Adam nunca, em anos de noivado, tinha sido comigo.

— Eu sou o Henry — ele disse, com a voz barítona suave. — Prazer em conhecê-la, Katherine.

Franzi a testa, piscando algumas vezes.

— Henry? Só isso? Sem sobrenome?

Ele manteve os olhos cinzas cravados nos meus, sem desviar por um segundo.

— Bem, você também não me disse o seu sobrenome ontem à noite. Mas isso não importa agora. Vamos deixar esses detalhes burocráticos para o cartório.

Apertei o lençol contra o meu peito com força, como se aquele tecido pudesse me ancorar em meio ao turbilhão de acontecimentos.

— Cartório? — perguntei.

— Falei com o meu advogado agora há pouco — Henry explicou com naturalidade, como se estivesse fechando um contrato de rotina. — Ele vai preparar um acordo nupcial e virá nos buscar para irmos direto ao cartório oficializar o casamento.

A urgência e a loucura daquilo tudo me deram um sobressalto. Me levantei da cama em um impulso e comecei a caminhar de um lado para o outro pelo quarto, com as mãos na cabeça.

— Isso... isso é loucura demais. Henry, nós nos conhecemos ontem! Nós não podemos simplesmente...

Ele se virou na minha direção, um brilho divertido passando por seus olhos.

— Loucura é você desfilar com esse corpo delicioso na minha frente quando eu não tenho tempo para lhe dar a atenção que ele merece.

Olhei para baixo e só então a ficha caiu: eu estava completamente nua. No meu desespero, havia esquecido o lençol na cama. Dando um gritinho de puro susto, dei meia-volta correndo, me joguei no colchão e puxei o tecido até o pescoço, me cobrindo por inteiro.

Henry soltou uma risada rouca e gostosa que vibrou pelo quarto.

— Querida, eu já mapeei, decorei e saboreei cada pedaço do seu corpo ontem à noite — ele provocou, aproximando-se da cama. — Tentar se esconder de mim agora é bobagem.

Senti minhas bochechas ferverem tanto que tive certeza de que estava vermelha como um pimentão.

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