Capítulo 11: Katherine Sinclair
Henry
— Tudo bem, Henry. Eu aceito me casar com você.
Katherine me respondeu com um sorriso nos lábios e os olhos brilhando em uma determinação feroz que me deixou completamente fascinado. Eu não resisti. Segurei sua nuca e a puxei para um beijo profundo, que ela logo correspondeu, entregando-se ao meu toque.
Me deitei sobre ela na cama, deixando o peso do meu corpo prendê-la suavemente contra o colchão, e comecei a descer a minha boca pelo seu pescoço, traçando uma linha ardente pela sua pele macia.
— Henry... — meu nome saiu de seus lábios em um gemido sôfrego.
Uma pontada de arrependimento me atingiu por não ter me apresentado formalmente a ela antes. Ouvir meu nome sendo pronunciado daquele jeito, com a voz rouca e entregue dela, era a coisa mais deliciosa do mundo.
Eu estava descendo os lábios pelo seu ventre, quase encontrando seu ponto mais sensível, quando o som estridente do meu celular cortou o ar do quarto.
Bufei, irritado com a interrupção no pior momento possível. Me afastei do corpo dela a contragosto, estiquei o braço e peguei o aparelho na mesa de cabeceira.
— Mason — atendi, a voz áspera.
— Já estou aqui embaixo, no saguão — meu advogado disparou do outro lado da linha.
Olhei para Katherine, que tentava cobrir o peito com o lençol, as bochechas coradas.
— Eu disse em uma hora, Mason! — retruquei, furioso.
— Bom, mas nós não temos uma hora, Henry. O cartório fecha cedo para casamentos civis sem agendamento prévio e precisamos dar entrada na documentação agora.
Passei a mão pelos cabelos, respirando fundo para tentar recuperar o autocontrole.
— Desço em alguns minutos.
— Em quantos? — ele insistiu.
Não respondi. Simplesmente desliguei o telefone na cara dele.
Me virei e vi que Katherine já havia se levantado da cama, e estava recolhendo suas roupas espalhadas pelo chão com uma agilidade tímida. Caminhei até ela a passos largos e a segurei pela cintura, colando suas costas ao meu peito.
— Meu advogado chegou. Está lá embaixo nos esperando para irmos ao cartório.
Ela virou o rosto por cima do ombro, me encarando por alguns segundos com as sobrancelhas franzidas.
— Tudo bem, mas eu preciso ir para casa primeiro. Preciso tomar um banho, trocar de roupa... Não posso me casar vestida assim. — Ela apontou para as próprias roupas de ontem.
Apertei meus braços ao redor dela, trazendo-a ainda mais para perto.
— Você toma um banho aqui mesmo. Depois passamos em alguma loja e compramos algo para você vestir.
Ela negou com a cabeça, tentando se soltar do meu aperto.
— Não precisa se preocupar, Henry. Eu vou em casa rapidinho e nos encontramos direto no cartório. É melhor.
Dessa vez, fui eu quem negou.
— Kat, meu advogado já está lá embaixo com a minuta do acordo nupcial pronta. E essa sua roupa está perfeita. Mas, se você quiser algo mais formal, nós paramos em um shopping no caminho e compramos o que você quiser.
Ela estreitou os olhos cor de mel para mim, uma faísca de teimosia brilhando em suas íris.
— Você não é daqueles caras que têm dificuldade de ouvir um "não", é?
Sorri de canto, deixando meu tom malicioso transparecer.
— Talvez... mas você vai ter muito tempo para descobrir isso.
Uma risada curta e gostosa escapou dos lábios dela. Kat desvencilhou-se dos meus braços e correu em direção ao banheiro, trancando a porta. No mesmo segundo, meu celular voltou a tocar. Mason.
— O que foi agora? — rosnei ao atender.
— Preciso dos dados completos da sua noiva para mandar adiantar o preenchimento da certidão com o escrevente do cartório. Nome completo, número dos documentos. Consegue me passar isso agora?
Olhei para o chão do quarto e vi a bolsa de couro dela caída perto da cama. Caminhei até lá, peguei o acessório e fui em direção ao banheiro. Empurrei a porta, que estava apenas encostada.
A visão através do box de vidro embaçado pelo vapor era o próprio paraíso. O contorno do seu corpo curvilíneo, os seios fartos sendo lavados pela água quente... tudo aquilo me deu uma vontade absurda de jogar o celular longe, arrancar o meu terno e entrar debaixo daquele chuveiro com ela.
Me forcei a focar na realidade.
— Henry? Está na linha? — a voz de Mason chamou a minha atenção.
Pisquei, desviando os olhos do box por um instante.
— Kat, preciso de um documento seu para confirmar os dados com o cartório — falei alto para superar o barulho da água, estendendo a bolsa na direção da fresta do box.
Ela me olhou por cima do ombro, limpando a água do rosto com a mão.
— Minha carteira está aí dentro na divisória da frente. Pode pegar, não me importo.
Assenti sutilmente. Voltei para o quarto, abri o zíper da bolsa e enfiei a mão ali dentro, puxando a carteira de couro. Abri o objeto para procurar a identidade dela e, no milésimo de segundo seguinte, o chão pareceu sumir sob os meus pés.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Marido é o Pai do Meu Ex