Entrar Via

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 37

PERSPECTIVA DO ETHAN

Nada mais importava, tanto que estacionei o carro de qualquer jeito e saí cambaleando como um bêbado. Ainda, atravessei o trânsito e por pouco não fui atropelado.

Tudo que importava era ela, bem do outro lado da rua, ao meu alcance. Minha companheira.

Surpresa, ela deu um passo instintivo para trás quando entrei diretamente no seu caminho, ofegante como se tivesse corrido uma maratona e não apenas seis metros.

Seus olhos se arregalaram, mas a surpresa foi breve, rapidamente se dissolvendo em uma expressão de diversão e leve interesse.

Ela cruzou os braços. "Bom," disse ela, inclinando a cabeça, "alguém é bem esforçado."

Ela tinha acabado de me mandar para uma busca insana pela cidade, me fazendo correr de um lado para o outro atrás de um nome e um maldito endereço. Ainda assim, contra minha vontade, sorri. "Ganho pontos extras por finalizar minha tarefa antes do prazo, Maya Cartridge?"

Os lábios dela se curvaram. "Vamos ver."

Dei um passo para mais perto com os olhos fixos na pulsação frenética da veia do pescoço dela. Ela podia fingir desinteresse o quanto quisesse, mas eu sabia que sentia a conexão entre nós. Era como um fio elétrico: perigoso, intencional e impossível de ignorar.

"Parabéns," ela disse, a voz acariciando minha pele como veludo. "Você passou o primeiro desafio com louvor."

Pisquei. "Primeiro?"

O sorriso dela foi lento, maquiavélico e perigoso. "Próximo: me vencer no combate."

Levantei uma sobrancelha. "Existe algum nível final onde eu tenha que lutar contra um dragão e recuperar uma pedra mágica também?"

"Ah, querido." Ela estendeu a mão e a minha respiração parou quando ela passou o dedo pelo meu torso, com um sorriso de canto. "Eu sou o dragão."

Meus olhos se arquearam. Ela provavelmente era a mulher mais maluca que eu já conheci e, deuses me ajudem, eu já estava perdidamente apaixonado.

"Eu vou lutar contra você," eu disse, entrando no espaço dela. Não a toquei, mas fiquei perto o suficiente para que a energia entre nós faiscasse inegavelmente. "E eu vou ganhar."

Ela olhou para mim por baixo dos cílios e aquele desafio familiar piscou em seus olhos. "Parece que o seu ego é tão grande quanto a sua beleza. Vai ser uma pena se tudo isso for só conversa, viu."

"Confie em mim, não é."

Ela deu de ombros. "Acho que vamos ver."

Ela começou a se afastar, mas eu segurei seu pulso e a puxei novamente para mais perto de mim. A respiração dela ficou presa e o Logan se agitou dentro de mim, inquieto, rosnando.

O perfume dela era uma combinação inebriante que bagunçou temporariamente os meus pensamentos.

"Sabe," murmurei, inclinando-me ligeiramente. Nossos lábios estavam tão próximos que eu poderia beijá-la. Droga, eu queria muito beijá-la. "Sou um Alfa. Não gostamos de ser enrolados."

Ela inclinou a cabeça. "Então você tá livre pra desistir."

Cerrei os dentes. "Tô tentando respeitar suas regras, Maya Cartridge." Eu segurei o queixo dela com o dedo e o polegar, levantando seu rosto. "Mas, se você continuar testando a minha paciência, vou simplesmente te levar pra cama e te marcar."

Logan latiu enquanto meu coração acelerava com a imagem da Maya nua na minha cama, se contorcendo embaixo de mim, nossos corpos suados. O calor subiu sob minha pele.

Os olhos dela escureceram e o desejo ferveu sob o desafio. Teimosamente, ela manteve a compostura e seu sorriso se aprofundou.

"Você quer me levar pra cama, Alfa?" Ela se inclinou, chegando tão perto que eu podia sentir sua respiração contra os meus lábios. Ela estava testando o meu limite e eu sabia disso. "Então me vença primeiro. Se for capaz."

"Quando?" Minha voz estava rouca e a minha garganta seca.

"Você que sabe. Eu tô sempre pronta."

'Agora,' Logan rugiu. 'Agora mesmo.'

Mas, antes que eu pudesse responder, uma lembrança surgiu na minha mente: a voz da minha mãe, esperançosa e frágil. 'Você vem buscar e leva para ela?'

Malditos doces.

"Tenho que ir em um lugar antes," eu disse rigidamente. "Tenho uma tarefa a cumprir."

"Que fofo," respondeu Maya. "Eu não sabia que Alfas tinham tarefas."

"Este tem. Pra família." Eu parei. "Depois disso, estarei pronto."

Passei o braço ao redor dela. Não consegui esconder o sorriso quando ela se retesou ao sentir a minha mão escorregando no seu bolso traseiro e pegando seu celular. Levantei-o na direção do rosto dela e desbloqueei o aparelho com a identificação facial.

Digitei o meu número no celular dela e o devolvi sem salvar. Ela não tinha perguntado o meu nome e eu não ia me entregar de graça quando ela tinha tornado o dela tão difícil de descobrir. "Me mande o local por mensagem e estarei lá assim que terminar."

Capítulo 37 1

Capítulo 37 2

Capítulo 37 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei