PERSPECTIVA DA MAYA
Caramba, ele era um gato.
Não pude deixar de pensar que talvez o combate não fosse a atividade física que eu deveria estar fazendo com o meu companheiro. Com certeza, aqueles braços tonificados seriam melhor utilizados me segurando contra a parede, em vez de me lançando socos.
"Não imagine que, quando você falou em combate, queria dizer uma competição sem contato físico," Ethan disse, com uma sobrancelha arqueada enquanto me observava da beira do ringue.
Eu estava receosa de levá-lo à SDS, então escolhi uma academia de MMA perto do meu apartamento. O cheiro de suor e talco pairava no ar, mas ainda assim o aroma dele conseguia invadir os meus sentidos, deixando a Nyra inquieta.
Soltei uma risada divertida, virando a cabeça para que ele não percebesse o calor que subia pelo meu pescoço.
"Ah, não se preocupe," eu disse, segurando a parte inferior da minha camiseta e a puxando sobre a cabeça. "Quer lutar? Vamos lutar."
Sorri maliciosamente quando os olhos dele escureceram ao ver o meu torso tonificado, coberto apenas por um top esportivo preto.
"Vamos acabar logo com isso," ele disse, com a voz rouca. "Quanto mais cedo eu te derrubar no tatame," ele sorriu de canto de boca, "mais cedo posso te derrubar na minha cama."
Um arrepio percorreu o meu corpo.
Eu já tinha saído com algumas pessoas, mas nenhuma me deu nem um quarto da emoção que eu sentia só de estar no mesmo ambiente que ele.
Apesar do comentário sarcástico, deixei os meus olhos percorrerem o corpo dele mais uma vez. Ele estava apenas com uma camiseta preta que se ajustava deliciosamente aos músculos e uma calças de treino, mas seus olhos queimavam com um foco singular que fazia meu coração disparar.
Alfa. Dominante. Controlado.
A ideia de quebrar esse controle enviou outro arrepio pela minha espinha.
Não esperei uma contagem regressiva. Parti para cima dele depressa, sem aviso, sem aquecimento. Seus olhos se arregalaram por um nanossegundo antes que ele impedisse o soco que dirigi ao seu rosto.
Deslizando para o lado, ele girou o braço ao meu redor, me prendendo contra o seu corpo. "Seu soco de direita é muito bom," murmurou no meu ouvido.
O calor dele irradiava ao meu redor e ele segurava o meu corpo com firmeza, implacável, intencional.
Meu primeiro instinto foi me afundar no abraço dele. O segundo foi me mexer rápido.
Deixando o meu peso cair, enganchei meu pé atrás do calcanhar dele e torci com força, usando o impulso dele contra ele mesmo.
Ele tropeçou o suficiente para que eu pudesse escapar, me torcendo do seu aperto como água entre os dedos. Meu cotovelo acertou as costelas dele enquanto eu girava e eu me abaixei, deslizando para trás dele antes que ele pudesse reagir.
"Você em essa mão boba em todos os seus primeiros encontros?" perguntei, ofegante, mas convencida.
Ele se virou para me encarar, sorrindo como se eu tivesse acabado de lhe dar um presente.
"Você chama isso de encontro?"
"Tô me divertindo." Sorri de lado, inclinando a cabeça. "E você, não tá?"
Ele riu, baixo, mas levemente selvagem. "Tô prestes a começar a me divertir."
Então, ele avançou.
Ele era bom, tenho que admitir. Seus instintos eram aguçados e seus bloqueios, sólidos. Mas os meus eram mais afiados. Mais precisos. Eu me movia como fumaça e atacava como uma lâmina. Nos primeiros minutos, foi uma luta belamente equilibrada.
Nos circundávamos, o calor emanando dos nossos corpos em ondas.
Varri meu pé na direção do joelho dele, mas ele pegou meu braço no meio do movimento e torceu, redirecionando meu impulso. Girei com ele, rolei, me apoiei com as mãos e voltei rapidamente a ficar em pé.
O suor escorria pela base do meu pescoço.
"Você tá se segurando," eu falei, sem fôlego, mas provocando.
"E você tá me provocando," ele disse, com a voz baixa e sombria.
Eu dei de ombros. "Justo é justo."
Então, ele parou de se segurar.
Seus golpes vinham mais depressa. Seu controle escorregava, não por imprudência, mas porque seu lobo estava agitado. Desafiado. Atraído.
E o meu? Nyra praticamente vibrava, adorando a pressão, a proximidade, a fricção. Era uma sensação de êxtase como nada que já havia sentido antes.
Ele me derrubou no meio de uma investida e caímos no chão acolchoado. Eu nos girei antes de cairmos, montando sobre ele assim que atingimos o chão.
Minhas coxas o cercavam e ele segurou meus pulsos para nos virar, mas eu empurrei de volta.
Congelamos ali. Eu por cima, suada e ofegante, corpos pressionados sem ter para onde ir a não ser mais próximos.
Eu podia sentir cada centímetro dele contra mim, firme, quente e tensionado.
O olhar dele caiu sobre os meus lábios.
Que se dane.
Eu me lancei para frente e o beijei.
Foi um beijo forte e faminto, com dentes e línguas se chocando em um desespero ardente e o controle rompido.
As mãos dele deixaram os meus pulsos e encontraram minha cintura, os dedos pressionando como se ele temesse que eu fugisse. Com as mãos livres, meus dedos se entrelaçaram e puxaram o cabelo dele e ele soltou um grunhido contra a minha boca.
Ele nos girou, ficando por cima e me pressionando contra o chão sem interromper o beijo. Eu permiti. Só desta vez. Só para ele ver como era se entregar, deixar que outra pessoa assumisse o controle que eu raramente abandonava. De alguma forma, inexplicavelmente, aquilo parecia ainda mais empoderador.
Quando ele finalmente se afastou, estávamos ofegantes. Seus lábios brilhavam com o meu brilho labial e seus olhos estavam escurecidos por um desejo que eu sabia ser refletido nos meus.
Meu coração batia como um tambor sob a pele.
"Eu ganhei." Ele sorriu de lado.
Dei uma risada desacreditada. "Eu que te imobilizei."
***
PERSPECTIVA DA SERAPHINA
"Bom, parece que você ganhou na loteria e ainda levou um bônus," observei quando a Maya entrou na sala de treinamento no dia seguinte, saltitando. Ela riu ao se jogar ao meu lado no tatame, onde eu estava me alongando.
Ela estava... reluzindo. Era como se sua aura tivesse sido mergulhada em raios de sol. Eu queria saber o motivo, mas nossa amizade era recente e eu não sabia quais eram os limites nem não queria ultrapassá-los.
Eu nem precisava ter me preocupado, porque a próxima coisa que ela disse quase me fez estirar os músculos. "Provavelmente é porque tive uma noite bastante agitada. Francamente, é um milagre eu conseguir andar."
Pisquei espantada para ela. Acho que não tinha limites, afinal.
Ela riu do meu olhar chocado. "Caramba, eu queria contar tudo pra você desde o momento em que aconteceu. Encontrei meu companheiro!"
Eu engasguei de surpresa. "Maya!" Inclinei-me para frente e a abracei. "Isso é incrível!"
Ela me abraçou de volta, rindo. "Você não faz ideia!"
Eu me afastei um pouco. "Imagino que tá indo tudo muito bem, considerando que você..."
"Tive quatro orgasmos ontem à noite e mais dois hoje de manhã?" Ela sorriu.
Eu ri. "Informação demais!"
Ela caiu de costas no colchão, dando risadinhas. "Devo admitir que a Deusa da Lua escolheu bem. Nunca imaginei que ela poderia ser tão generosa."
Meu peito apertou, depois relaxou. Eu estava feliz por ela, de verdade. A Maya era incrível, merecia felicidade e alguém que correspondesse à sua força e energia.
E, ainda assim, por baixo da felicidade, senti uma pontinha de outra coisa, algo meio nostálgico.
Sem uma loba, minhas chances de encontrar meu companheiro eram praticamente inexistentes. E o meu histórico amoroso não era dos melhores.
Mesmo assim, consegui dar um sorriso genuíno. "Tô tão feliz por você, Maya," eu disse. E era sincero.
Então, ela se levantou e o seu rosto ficou ligeiramente sério, como se ela estivesse pensando em alguma coisa. "Ele perguntou se eu consideraria treinar a irmã dele. Ela precisa de ajuda e ele confia que eu possa ajudar. Mas... eu não queria decidir nada sem falar com você primeiro. Se a ideia de dividir sua treinadora te deixa desconfortável, eu me concentro completamente em você. Sem problemas."
Meu peito se encheu de calor. Ela não me devia nada e foi comovente saber que ela tinha tanta consideração por mim.
"Eu não me importo," eu disse, balançando a cabeça. "De verdade. Não quero ser a responsável por essa moça não conseguir avançar e chegar onde precisa. "
Maya sorriu e me envolveu em um abraço apertado.
"Você é demais," ela murmurou. "E, assim que for possível, meu companheiro vai te levar pra comer fora, pra agradecer como se deve."
"Mal posso esperar pra conhecê-lo."
Ela ficou radiante. "Tenho certeza de que vocês vão se dar super bem."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei
Finalmente toda a verdade do Lucian veio à tona. Só não faz sentido ele saber antes de qualquer pessoa (inclusive família) que a Zara era prima. Cadê a tia irmã de Margareth então? Porque Sera e Margareth foram mais importantes para Catherine do que esse outro braço da família?...
Quero saber até onde o Lucian estar envolvido com Katherine e Marcos...
Ok, sera não aceitar o vínculo. Agora deixa o Kieran seguir a vida dele em paz...
Tá muito bom os capítulos...
Preciso de ajuda pra comprar moedas, não consigo completa minha compra...
Sera era uma bobinha manipulada e do nada se tornou fodona. A autora exagerou demais. Comecei a ler uma romance onde o começo imita uma história que já existe e depois, a autora acrescentou "os mutantes" na história. Kkkkk Mas os capítulos que abrem essa história nada mais é do quem o plágio de uma história que já existe. A irmã, o marido que gosta da irmã, a noite em que a irmã errada dorme com o cara, casa com ele tem um filho. O divórcio e só depois ele começa a gostar dela... Enfim, copiou na cara dura....
Livro muito bom!!! Sem muita enrolação e historia com enredo e fluxo. Aguardando próximos capítulos e o encerramento breve!!!...
SERAPHINA é muito fraca e idiota,Catherine manipula ela fácil fácil, eu ia lá se sacrificar por uma pai uma família que sempre me tratou mal, eles que se virem...
Escritora por favor, melhora isso aí, Sera fez o ex marido comer o pão que o diabo amassou, botou homens na cara dele, agora a cobra da irmã dela baixa o espírito de Santa e Sara na primeira oportunidade já vai abraçar, me poupe, mais criatividade por favor...
Quando Sera vai descobrir a peste falsa e manipulador que lucian é?? Ele ainda foi embora com o amor da vida dele e ainda deixou a Sera responsável pelos negócios dele, Sera é muito idiota,...