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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 38

PERSPECTIVA DA MAYA

Caramba, ele era um gato.

Não pude deixar de pensar que talvez o combate não fosse a atividade física que eu deveria estar fazendo com o meu companheiro. Com certeza, aqueles braços tonificados seriam melhor utilizados me segurando contra a parede, em vez de me lançando socos.

"Não imagine que, quando você falou em combate, queria dizer uma competição sem contato físico," Ethan disse, com uma sobrancelha arqueada enquanto me observava da beira do ringue.

Eu estava receosa de levá-lo à SDS, então escolhi uma academia de MMA perto do meu apartamento. O cheiro de suor e talco pairava no ar, mas ainda assim o aroma dele conseguia invadir os meus sentidos, deixando a Nyra inquieta.

Soltei uma risada divertida, virando a cabeça para que ele não percebesse o calor que subia pelo meu pescoço.

"Ah, não se preocupe," eu disse, segurando a parte inferior da minha camiseta e a puxando sobre a cabeça. "Quer lutar? Vamos lutar."

Sorri maliciosamente quando os olhos dele escureceram ao ver o meu torso tonificado, coberto apenas por um top esportivo preto.

"Vamos acabar logo com isso," ele disse, com a voz rouca. "Quanto mais cedo eu te derrubar no tatame," ele sorriu de canto de boca, "mais cedo posso te derrubar na minha cama."

Um arrepio percorreu o meu corpo.

Eu já tinha saído com algumas pessoas, mas nenhuma me deu nem um quarto da emoção que eu sentia só de estar no mesmo ambiente que ele.

Apesar do comentário sarcástico, deixei os meus olhos percorrerem o corpo dele mais uma vez. Ele estava apenas com uma camiseta preta que se ajustava deliciosamente aos músculos e uma calças de treino, mas seus olhos queimavam com um foco singular que fazia meu coração disparar.

Alfa. Dominante. Controlado.

A ideia de quebrar esse controle enviou outro arrepio pela minha espinha.

Não esperei uma contagem regressiva. Parti para cima dele depressa, sem aviso, sem aquecimento. Seus olhos se arregalaram por um nanossegundo antes que ele impedisse o soco que dirigi ao seu rosto.

Deslizando para o lado, ele girou o braço ao meu redor, me prendendo contra o seu corpo. "Seu soco de direita é muito bom," murmurou no meu ouvido.

O calor dele irradiava ao meu redor e ele segurava o meu corpo com firmeza, implacável, intencional.

Meu primeiro instinto foi me afundar no abraço dele. O segundo foi me mexer rápido.

Deixando o meu peso cair, enganchei meu pé atrás do calcanhar dele e torci com força, usando o impulso dele contra ele mesmo.

Ele tropeçou o suficiente para que eu pudesse escapar, me torcendo do seu aperto como água entre os dedos. Meu cotovelo acertou as costelas dele enquanto eu girava e eu me abaixei, deslizando para trás dele antes que ele pudesse reagir.

"Você em essa mão boba em todos os seus primeiros encontros?" perguntei, ofegante, mas convencida.

Ele se virou para me encarar, sorrindo como se eu tivesse acabado de lhe dar um presente.

"Você chama isso de encontro?"

"Tô me divertindo." Sorri de lado, inclinando a cabeça. "E você, não tá?"

Ele riu, baixo, mas levemente selvagem. "Tô prestes a começar a me divertir."

Então, ele avançou.

Ele era bom, tenho que admitir. Seus instintos eram aguçados e seus bloqueios, sólidos. Mas os meus eram mais afiados. Mais precisos. Eu me movia como fumaça e atacava como uma lâmina. Nos primeiros minutos, foi uma luta belamente equilibrada.

Nos circundávamos, o calor emanando dos nossos corpos em ondas.

Varri meu pé na direção do joelho dele, mas ele pegou meu braço no meio do movimento e torceu, redirecionando meu impulso. Girei com ele, rolei, me apoiei com as mãos e voltei rapidamente a ficar em pé.

O suor escorria pela base do meu pescoço.

"Você tá se segurando," eu falei, sem fôlego, mas provocando.

"E você tá me provocando," ele disse, com a voz baixa e sombria.

Eu dei de ombros. "Justo é justo."

Então, ele parou de se segurar.

Seus golpes vinham mais depressa. Seu controle escorregava, não por imprudência, mas porque seu lobo estava agitado. Desafiado. Atraído.

E o meu? Nyra praticamente vibrava, adorando a pressão, a proximidade, a fricção. Era uma sensação de êxtase como nada que já havia sentido antes.

Ele me derrubou no meio de uma investida e caímos no chão acolchoado. Eu nos girei antes de cairmos, montando sobre ele assim que atingimos o chão.

Minhas coxas o cercavam e ele segurou meus pulsos para nos virar, mas eu empurrei de volta.

Congelamos ali. Eu por cima, suada e ofegante, corpos pressionados sem ter para onde ir a não ser mais próximos.

Eu podia sentir cada centímetro dele contra mim, firme, quente e tensionado.

O olhar dele caiu sobre os meus lábios.

Que se dane.

Eu me lancei para frente e o beijei.

Foi um beijo forte e faminto, com dentes e línguas se chocando em um desespero ardente e o controle rompido.

As mãos dele deixaram os meus pulsos e encontraram minha cintura, os dedos pressionando como se ele temesse que eu fugisse. Com as mãos livres, meus dedos se entrelaçaram e puxaram o cabelo dele e ele soltou um grunhido contra a minha boca.

Ele nos girou, ficando por cima e me pressionando contra o chão sem interromper o beijo. Eu permiti. Só desta vez. Só para ele ver como era se entregar, deixar que outra pessoa assumisse o controle que eu raramente abandonava. De alguma forma, inexplicavelmente, aquilo parecia ainda mais empoderador.

Quando ele finalmente se afastou, estávamos ofegantes. Seus lábios brilhavam com o meu brilho labial e seus olhos estavam escurecidos por um desejo que eu sabia ser refletido nos meus.

Meu coração batia como um tambor sob a pele.

"Eu ganhei." Ele sorriu de lado.

Dei uma risada desacreditada. "Eu que te imobilizei."

Capítulo 38 1

Capítulo 38 2

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