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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 121

Desde que Catarina Yunes chegou ao Pavilhão de Arquearia, Sebastião Santos parecia ter perdido a vontade de continuar atirando.

Ele manteve o rosto fechado o tempo todo, e cada flecha que disparava parecia uma forma de desabafar sua frustração.

Alice Almeida não estava com paciência para descobrir o que havia dado naquele homem de repente; afinal, ele sempre foi cheio de frescuras.

Quando Sebastião terminou de atirar um barril inteiro de flechas, ela foi até o alvo para recuperá-las.

— Vai continuar brincando? — perguntou ela.

Se ele continuasse, ela ficaria esperando; se não, iria almoçar com Catarina.

Sebastião olhou para Alice de cima a baixo, parecendo querer dizer algo, mas no fim apenas cuspiu friamente duas palavras:

— Não vou.

Alice ergueu as sobrancelhas.

— Então tá bom, nós vamos comer.

Dito isso, ela puxou Catarina e deixou o Pavilhão de Arquearia sem a menor hesitação.

Sebastião não esperava que aquela mulher fosse embora de forma tão abrupta, e acabou rindo de raiva, embora seus olhos estivessem fixos na mão de Alice segurando a de Catarina.

Daniel Duarte correu até ele, enxugando o suor da testa.

— Patrão, já fechei o Centro Hípico do Resort para a tarde. Não tem problema, ainda temos chance.

Sebastião desviou o olhar e encarou Daniel com um sorriso forçado.

— Que problema eu teria? De que chance eu preciso?

— ... — Daniel ficou sem palavras.

O homem jogou o arco no chão e se virou, afastando-se a passos largos.

Daniel observou as costas de seu patrão e soltou um longo suspiro.

Patrão, continue sendo teimoso assim...

Após Alice e Catarina comerem uma refeição simples no bufê do resort, prepararam-se para voltar ao quarto e descansar um pouco.

— Em uma viagem de integração da equipe como a de hoje, o senhor realmente deveria ter trazido a Sra. Cavalcanti. Com ela ao seu lado, ajudando a organizar tudo, seria muito mais apropriado e justificável.

Ao ouvir isso, Jorge franziu a testa.

— A Alice não entende de nada. Se ela viesse para cá, além de aproveitar as mordomias, de que mais poderia me ajudar?

O motivo de organizar essa integração era estabilizar a moral da equipe. Uma dona de casa como Alice, que só vive ao redor do fogão e dos filhos, o que poderia fazer aqui?

O homem olhou para Sabrina e viu que a jovem parecia deprimida. Ele imaginou que ela estivesse se sentindo mal pelas coisas que Sebastião havia dito no saguão.

Então, ele deu tapinhas afetuosos nas costas dela.

— Não pense demais nisso. Você é a minha assistente mais competente. Em muitas coisas, só você pode me ajudar, nem mesmo o Yuri Valente conseguiria. Quanto à Alice, muito menos.

Essas palavras praticamente confirmavam a importância de Sabrina ao lado de Jorge.

A jovem, ao ouvir isso, varreu toda a tristeza de seu rosto e acenou com a cabeça vigorosamente.

— Sim! Entendi, com certeza não vou decepcionar o senhor, Sr. Jorge!

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