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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 139

— E então? O Júlio já não sente mais falta da mamãe? Não estava choramingando por ela dias atrás? — perguntou Camila.

O garoto estufou as bochechas, na defensiva:

— Eu não sinto a menor falta. Só estava estranhando, até porque eu estava doentinho naqueles dias, não é?

E mais, se ela sentisse a sua falta, ela teria corrido de volta para casa.

O fato de ela ter se recusado a voltar era um sinal de que sequer ligava para ele.

Além disso, ela detestava Sabrina. Se ela voltasse, Sabrina precisaria partir. E ele não queria se afastar da Sabrina, que o divertia e até ajudava nos trabalhos das engrenagens.

Com isso na cabeça, ele declarou:

— Eu não quero a minha mãe de volta! Com a Tia Sabrina já é mais do que suficiente para mim!

Ele então arrastou Sabrina pela mão em direção à saída, e a dupla retornou para o projeto dos robôs.

Yara suspirou fundo.

— Jorge, você percebe quão fracassada ela é? Até o seu próprio filho se virou contra ela.

— Pois é, a melhor coisa a fazer é finalizar esse divórcio e se casar de vez com a Sabrina, irmão. — disse Camila endossando o conselho.

Jorge apenas olhou de esguelha para a mulher.

— Cuide apenas dos seus problemas por enquanto.

...

Sexta-feira. A conferência se daria às dez da manhã, no Centro Nacional de Convenções Científicas.

Aquele encontro seria a maior cúpula acadêmica da história do estado.

Desde as locações até os mais elevados esquemas de segurança.

Era necessária a apresentação minuciosa da documentação e identificação com o registro antecipado de todos os presentes. E apenas com as confirmações verificadas com rigor seria permitido entrar.

O uso de tecnologias eletrônicas e demais aparelhos de gravação estava absolutamente vetado. Os convidados precisariam também se submeter à assinatura de acordos contratuais rígidos de confidencialidade.

Os porta-vozes da Horizonte Tech consistiam de Jorge, Sabrina, Bruno Mendes e outros dois altos executivos.

Jonas Farias nem operava na parte técnica e os ingressos eram escassos, por isso ficara de fora.

Jorge e Sabrina estacionaram junto às catracas às nove e quarenta. Bruno e os executivos da Horizonte os aguardavam ali.

Notando-os, Bruno foi rapidamente socorrê-los, ajudando Sabrina com as bagagens.

— Sr. Cavalcanti, Srta. Sabrina. Entremos de uma vez; a fila de checagem da entrada deve começar em breve.

Com apenas vinte minutos para os discursos de abertura do evento, Jorge balançou a cabeça em concordância.

Confiança inabalável não só nele, mas nos lucros que sua companhia providenciaria no desfecho da nova parceria.

Horizonte Tech jamais decairia. Seria uma campeã nesse mercado.

— Sigam em frente, ainda é longe e o pódio de anúncios a iniciar lá atrás vai cansar muito os nossos passos nas subidas a frente! — afirmou ele apressado.

O congresso já montara todo aquele circuito aos convidados lá em cima e os credenciamentos com identificações deviam ser vistoriados primeiro, muito antes de tudo na frente dos portões do evento na rua.

Ao estenderem suas mãos apresentando os ingressos rumo à linha dos fiscais do corredor, eles quase entraram de supetão dentro de um dos veículos na estrada principal das escadarias. Era um táxi.

— Droga, a gente podia arranjar um jeito melhor de fechar uma contramão! O carro parou logo a frente — Bruno esbravejou de repentes sem se desculpar à primeira vista.

— Desviem do caminho — orientou o presidente da sua companhia com atenção até a amiga.

Contudo, Alice desceu dos fundos, cheia com infinitas bolsas à sua margem na pressa assombrada da corrida, caindo as escadarias aos desajustes fora das portas ali.

Como a trabalhadora havia adentrado altas pernoites ao final de todo esse seu trajeto de vésperas àquela última sessão de conferência, não tinha perdido a pontualidade na mesma data, contudo, na pressa ela esqueceu sua recém conquistada roupagem especial do mentor nos cabides de seus trabalhos normais nos alojamentos de escritório.

Logo necessitara correr novamente os caminhos pra traz para catar a própria embalagem do presente que deixara lá com os pertences profissionais também do congresso hoje aos últimos horários correndo ao auditório do evento antes das chegadas de mais apuros por entre os acessos das áreas vips da rua na sua conferência científica.

A intenção principal por hora agora era usar banheiros lá pelo pavilhão pra colocar tudo adequadamente nela.

Surpresa para todos os ânimos, num trombo assustado após se virar com as bagagens da mala, as suas deparadas na escadaria e com tudo desviavam as presenças ali com a Horizonte Tech de frente com sua fisionomia inteira!

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