— Alice, venha, vamos nos sentar lá dentro também. — Zélia fez um muxoxo na direção onde Yara estava, e em seguida pegou a mão de Alice, conduzindo-a para o fundo do salão elegante.
As duas encontraram um lugar perto do terraço e sentaram.
— Alice, fique aqui. Vou lá pegar alguma coisa para a gente comer.
— Não precisa, Tia Zélia, eu não quero... — Alice queria dizer que não sentia fome alguma, mas a mulher se moveu tão depressa que já se dirigia à mesa do bufê.
Tudo que Alice podia fazer era esperar sentada em seu lugar.
Naquele momento, um aroma de perfume muito familiar exalou no ar.
A pessoa não havia nem chegado perto, mas Alice já sabia que se tratava de Yara.
Levantou a cabeça e, com certeza, avistou Yara caminhando até ela com um rosto carregado de sombria fúria.
Yara espreitou Zélia, que selecionava os alimentos minuciosamente, e imediatamente emitiu um aviso para Alice:
— Alice Almeida, eu não ligo para como você subornou a Zélia Zola. Mas vou lhe dar um recado: desista de seus joguinhos e não mencione a sua conexão com a família Cavalcanti. Caso contrário, você vai se dar muito mal e só você vai passar vergonha na frente de todo mundo.
A partir do momento em que avistou a garota na porta do Pavilhão do Luar, Yara já havia elaborado um plano: se Alice ousasse causar um alvoroço em público e dizer que era a antiga nora da família Cavalcanti, ela negaria tudo com todas as forças e jogaria a culpa em Zélia.
De qualquer forma, o Círculo das Damas já repudiava Zélia, então, no fim, acreditariam no que Yara dissesse.
Bastaria que Yara alegasse que Zélia tinha segundas intenções, e que havia trazido aquela maluca da Alice propositalmente para arruinar a festividade, e todos certamente acreditariam nela. O próximo passo seria mandar a segurança retirar Zélia e Alice juntas. Ou até mesmo chamar a polícia e deixá-las presas por alguns dias.
Para deixar bem claro que a família Cavalcanti não aceitava provocações contra a sua honra!
O pior que aconteceria seria romper relações completamente com Zélia. Anteriormente, eles esperavam que o marido dela, Hugo Oliveira, os ajudasse a introduzir o misterioso gênio do xadrez. Mas, agora que o gênio já havia recusado, a utilidade de Hugo para a família Cavalcanti havia chegado ao fim.
O motivo pelo qual costumavam suportar Zélia era a ligação amigável entre Hugo e Henrique. E agora, com a reputação de toda a família Cavalcanti em jogo, essa aliança inexpressiva podia ser descartada sem pena.

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