Isadora parou por alguns segundos até perceber que era Thiago.
Ela foi direta e perguntou: [O que foi?]-
A resposta veio em um segundo: [Encontro de hoje, não comemos, só bebemos, deu vinte ao todo, não deu certo, então rachamos.]
Vinte e a pessoa queria rachar...
Que coisa absurda.
Como se já não bastasse ser leviano, não imaginava que Thiago fosse tão mão de vaca.
Isadora enviou imediatamente dez para ele de forma digital.
Não queria mais ter nada com ele.
Mas Thiago não aceitou, e mandou outra mensagem para ela.
[Quero em dinheiro vivo. Amanhã de manhã, no mesmo lugar, te espero lá.]
Isadora quis rir.
A cabeça dessa pessoa só podia estar com algum problema.
Digitou várias coisas e depois achou que não estava bom, apagou e digitou novamente.
[Tenho coisas para fazer de manhã, à tarde, pode ser.]
Depois de muito tempo, ele enviou uma única palavra fria.
[Tá.]
Na manhã do dia seguinte, Isadora foi levada pela casamenteira para outro encontro.
Durante toda a manhã, ela conheceu três homens.
Um era professor de matemática concursado na cidade.
Um era médico obstetra da cidade de Planalto.
E o outro era um empresário divorciado com um filho.
Era um pior do que o outro.
Como cebolinhas na horta, cada safra pior que a anterior.
Quando Isadora achou que tinha acabado, a casamenteira a arrastou para o próximo local do encontro.
O último encontro era com um rapaz mais novo de vinte e cinco anos, chamado Luan Barros.
Quando se conheceram, ele foi muito gentil e ficou elogiando que ela era pálida e bonita.
Mas ela encontrou uma desculpa para recusar educadamente.
Afinal, a vida dela no momento já era um problema, onde ela ia ter cabeça para um relacionamento.
Depois de terminar rapidamente, Luan foi muito generoso e disse a ela com um sorriso.
— Irmã, se não podemos ser um casal, podemos ser amigos!
— Você tinha coisa para fazer de manhã, então... — Thiago arrastou as palavras: — Veio para mais um encontro?
Isadora não tinha uma boa impressão dele e falou com indiferença: — O que eu posso fazer? Estou envelhecendo, a família pressiona.
Thiago segurava o cigarro nos dentes, olhando-a sem desviar, com um meio sorriso.
— Thiago, vocês se conhecem? — Luan sentiu o cheiro da fofoca.
— É. — Thiago apagou o cigarro, enfiou as mãos nos bolsos e disse sem hesitar: — Meu encontro às cegas, de ontem.
— Por que não avisou antes! — Luan não se importava de criar confusão e deu um tapa: — Então é a cunhada!
— ... — Pássaros da mesma plumagem voam juntos.
Realmente era amigo do Thiago, os dois eram completamente sem noção.
Isadora já tinha desistido de pedir carona, e olhou para Thiago: — Treinador Valente, não vou pegar carona com você, tenho que ir.
Em seguida, ela tirou dos bolsos uma nota de dez amassada e a colocou levemente no capô: — A sua parte de dez reais em dinheiro vivo.
Antes de se afastar, Isadora voltou, tirou mais uma nota de dez e a colocou ali, sorrindo para Thiago de forma seca.
— Por minha conta.
Thiago olhou para os vinte no capô e depois para a Isadora que ia se afastando.
O canto dos lábios sérios curvou-se em um ângulo quase imperceptível.

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